Os deputados revezaram-se ontem na atenção à apresentação, pelo governo, dos projetos de interesse da população que pretende implementar este ano e a demonstração (exigência legal) da prestação de contas de 2019. Dos 20 parlamentares que registraram o ponto, apenas treze permaneceram no plenário.
Com alguma paciência poderiam refletir sobre os cortes informados nas despesas (R$ 386 milhões), a elevação do rating na LRF (reduziu em um ano de 56,67% para 46,92% o comprometimento de receitas com salários) o aumento de liquidez (elevação disponibilidade de caixa) e os avanços sensíveis no atendimento à saúde.
Se decidissem ir mais além, dariam uma passada de olhos pela dívida pública estadual que elevou-se a assombrosos R$ 5,6 bilhões. O equivalente a 51% do todo o orçamento anual do Estado e a algo próximo a 14% de todas as riquezas produzidas no Tocantins em um ano. Veriam que o buraco ainda está lá embaixo.
É uma dívida que vai exigir até o final do ano, considerando a taxa Selic e a inflação, meio bilhão de reais apenas para ser rolada. Muito nítido no balanço de 2019 onde cerca de 90% de todos os gastos do governo foram feitos em custeio (pessoal e custeio da máquina). E um passivo com servidores que pode alcançar a R$ 3,6 bilhões em dezembro.
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