Piada pronta: no Estado ex-governadores estão livres acusados de desviar milhões de reais. É a lei. Sem condenação transitada em julgado, a Constituição Federal determina a liberdade até julgamento final.
No Jornal do Tocantins, no inicio da noite de ontem, foi pendurada uma informação: um cidadão foi preso pela Polícia Militar em Lizarda e mandado pela Justiça para a Casa de Prisão Provisória de Palmas por ter sido encontrado, na sua casa, com três galinhas mortas os restos mortais de outra penosa que já tinha sido devorada.
A Justiça não teve dúvidas: homologou o flagrante e mandou o perigoso meliante para a escola do crime da CPP de Palmas. Não se sabe se a pessoa que se dizia dona das penosas fez o reconhecimento do corpo. Uma cicatriz, um osso de perna quebrada, uma pena de outra cor, sei lá. Ou se a penosa teria sido doada ao acusado.
Ou se ele tinha devorado as coitadinhas. A PM não titubeou: eram quatro corpos e um elemento ao seu lado. E uma denúncia. Flagrante delito. Não precisava nem de inquérito, testemunhas, encontrar a arma do crime, estas coisas. Como é notório, o "elemento" acusado de devorar as penosas não devia ter advogado.
Pelo Jornal do Tocantins, desde o dia 1º de março o "grande perigo para a sociedade" está encarcerado na CPP. A Justiça, depois de mandar prendê-lo, decidiu libertá-lo dias depois. Caiu a ficha.
Mas você, sabe, não é: um marginal perigoso desses não pode sair assim rapidamente. Tem que aprender algo com os professores da CPP de Palmas. No JTo informa-se que apenas hoje, cinco dias depois, o cidadão pode ganhar as ruas por ter sido acusado de devorar umas penosas.


