Oficialmente a campanha eleitoral nas ruas tem início no próximo domingo, dia 16. No rádio e TV no dia 28.
Diante do que se vê há meses nas ruas e redes, o prazo da Justiça Eleitoral é, obviamente, uma verdade que esqueceu de acontecer.
Enquanto isto, eleitor, candidato e o Estado são plasmados em figurinhas e memes nas redes sociais. Um retrato daquilo que fará falta depois do 1º de janeiro.
As redes querem brincar de eleição e os candidatos entram na roda. Opss!! Na vibe.
Pulam que nem pipoca, dançam os mais estranhos passos, "farmam aura" e assim, como se apresentam se vão, expandindo, paradoxalmente, que estariam a se dar. Abstracionismo e metafísica na métrica do voto.
Relatório Fiscal dos Estados (Comsefaz) – publicado na semana passada – mostra que, no Tocantins, a média de investimentos (obras e serviços) situou-se em 1% da receita corrente líquida de 2019 a 2025. Só maior que o 0% de Roraima.
Apesar dos empréstimos (receitas de capital) terem apresentado, no período, média de 3,6% da RCL.
Entrou mais grana de fora em proporções maiores do que as receitas rotineiras e que não beneficiaram diretamente o povão naquilo que lhe faz falta.
O Estado tem se endividado com bancos mais para outras finalidades que obras que geram emprego e movimentam a economia.
São os números dos Relatórios do governo e do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda estaduais.
Mesmo que a RCL tenha apresentado um crescimento real de 5,7% entre 2019/2025.
Para efeito de raciocínio: em 2022 (primeiro ano completo de Wanderlei Barbosa), os investimentos representaram 11% da RCL.
Caiu para 8,9% em 2024 e fechou o ano de 2025 investindo apenas 2,41% das receitas.
De janeiro a junho deste ano, o índice publicado situou-se na faixa de 6,3%. Inferior há dois anos, quando, no período (2024/2026), só a inflação foi de 12,45%.
E isto, claro, não dá meme nem engajamento.


