Segunda-feira, 10 de Ago de 2026

Empréstimos para investimentos elevam-se mas os investimentos caem no Estado. E candidatos obedecendo marqueteiros digitais, pulando que nem macaco no seu maior palanque: as redes. Nós também somos culpados!!

10/08/2026 158 visualizações

Oficialmente a campanha eleitoral nas ruas tem início no próximo domingo, dia 16. No rádio e TV no dia 28. 

Diante do que se vê há meses nas ruas e redes, o prazo da Justiça Eleitoral é, obviamente, uma verdade que esqueceu de acontecer.

Enquanto isto, eleitor, candidato e o Estado são plasmados em figurinhas e memes nas redes sociais. Um retrato daquilo que fará falta depois do 1º de janeiro.

As redes querem brincar de eleição e os candidatos entram na roda. Opss!! Na vibe.

Pulam que nem pipoca, dançam os mais estranhos passos, "farmam aura" e assim, como se apresentam se vão, expandindo, paradoxalmente, que estariam a se dar. Abstracionismo e metafísica na métrica do voto.

Relatório Fiscal dos Estados (Comsefaz) – publicado na semana passada – mostra que, no Tocantins, a média de investimentos (obras e serviços) situou-se em 1% da receita corrente líquida de 2019 a 2025. Só maior que o 0% de Roraima.

Apesar dos empréstimos (receitas de capital) terem apresentado, no período, média de 3,6% da RCL.

Entrou mais grana de fora em proporções maiores do que as receitas rotineiras e que não beneficiaram diretamente o povão naquilo que lhe faz falta.

O Estado tem se endividado com bancos mais para outras finalidades que obras que geram emprego e movimentam a economia.

São os números dos Relatórios do governo e do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda estaduais.

Mesmo que a RCL tenha apresentado um crescimento real de 5,7% entre 2019/2025.

Para efeito de raciocínio: em  2022 (primeiro ano completo de Wanderlei Barbosa), os investimentos representaram 11% da RCL.

Caiu para 8,9% em 2024 e fechou o ano de 2025 investindo apenas 2,41% das receitas.

De janeiro a junho deste ano, o índice publicado situou-se na faixa de 6,3%. Inferior há dois anos, quando, no período (2024/2026), só a inflação foi de 12,45%.

E isto, claro, não dá meme nem engajamento.

Compartilhar

Deixe seu comentário

Mais em Destaque