Os deputados aprovaram pedido do governo para tomar emprestado a bancos nacionais e internacionais recursos da ordem de R$ 1,7 bilhão no próximo ano.
Como das vezes anteriores, não se sabe a taxa de juros a ser paga nem as condições do financiamento. Ninguém viu por aí um estudo de impacto financeiro dos papagaios nas contas públicas.
A autorização possibilita (se contratada), de uma lapada só, o aumento da dívida contratual do governo com bancos (nacionais e internacionais) em 58,3%. Passa dos atuais R$ 2,913 bilhões para R$ 3.613 bilhões. A Dívida Consolidada do Estado era até outubro de R$ 4,253 bilhões
Há quem defenda empréstimos para investimentos. Para o governo, eles são necessários e não há motivos para dúvidas. Consequências não vem antes e o pedido é legítimo e legal a partir de circunstâncias conquistadas por este próprio governo.
Da mesma forma que existem os conservadores que vêm neles a apropriação da poupança futura da população. Isto porque investimento em obras não traria retorno financeiro para pagar as prestações e juros. Até agosto, o governo tinha pago R$ 115 milhões só de variação cambial dos empréstimos externos.
Reforçaria o raciocínio o fato do governo ter conseguido elevar suas disponibilidade de caixa até novembro de R$ 2,683 bilhões (dezembro/21) para os atuais R$ 3,575 bilhões que podem levar o Estado à Letra A da Capag.
Ainda assim contrataria R$ 1,7 bilhões sem que os deputados demonstrassem à população os custos financeiros das operações que serão pagas pelo contribuinte. Expediente que, apesar de contrariar a LRF, se tornou corriqueiro no Legislativo estadual


