A decisão da Polícia de investigar os financiadores das manifestações golpistas do início da semana atende ordem do Supremo Tribunal Federal. O relatório feito pela SSP, somado à ação da Dracco, demonstram que o governo se mexeu, após cautela quase negligente dos primeiros movimentos.
Aliás, não seria necessário relatório para identificar manifestantes e aqueles que davam-lhes suporte nas ações criminosas. Empresários se expuseram publicamente como se não houvesse amanhã.
E, curioso, muitos deles velhos advogados que trabalham e compram suas fazendas como operadores do direito. As imagens e áudios desprezam perícias.
Sob a falácia golpista de liberdade de expressão – quando desobedeciam a Constituição e subvertiam a ordem – incursos no Código Penal: atentado contra a segurança do transporte, injúria racial, racismo, abolição violenta do estado democrático de direito (Lei de Segurança Nacional), golpe de Estado, incitação ao crime. Penas que vão até oito anos de prisão.
Uma turma que foi tratada como heróis da resistência bolsonarista quando, na verdade, praticavam crimes comuns por não aceitarem o resultado das urnas.


