Quarta-feira, 21 de Out de 2026

Empate técnico das pesquisas demonstra que eleitores negam, no voto, o imperativo categórico moral que os une em tribos quase selvagens. Afinal, por que Flávio não abre sigilo como Lula? Ou transparência só tem um lado!!

21/10/2026 136 visualizações

A Quaest divulga nesta quarta nova pesquisa presidencial. Na Real Times Big Data ontem Flávio teria 48% e Lula 45% dos votos válidos no país.

No Tocantins, na segunda, a Paraná Pesquisas/Fieto mostrava Flávio com 55,8% e Lula co m 44,2% dos votos válidos. Nem Flávio nem Lula vieram ao Estado.

Um país (como o Estado)  dividido entre dois candidatos, entretanto plasmado sob o mesmo imperativo categórico: o combate moral à roubalheira.

De um lado, Flávio negando-se a expor suas movimentações financeiras e da família em oposição à oficializada proposta de disponibilidade de quebra de sigilos de Lula da sua.

Diante da divisão da população – como demonstram as pesquisas e as ruas – é impossível a uma pessoa que exerce, com saúde, seus neurônios, não enxergar no texto e contexto um paradoxo incontornável.

Se se busca afastar desvios, a ficha policial corrida dos dois não deixa dúvidas quanto à ilógica da divisão, considerado o imperativo moral colocado.

É como se tivéssemos olhares diferenciados sobre fatos irrefutáveis na concorrência de perspectivas. Realidades paralelas não a partir de referenciais, mas do ponto de observação. Narrativas substituindo realidades.

Um lado defendendo extirpar a roubalheira no país que vê introjectada em Lula, mas absolvendo Flávio de tudo que dele se conhece.

E o outro defendendo Lula apoiando-se tão somente em tudo que Flávio, por si só, não apenas elaborou, como dele se utiliza diariamente como plataforma eleitoral e de governo.

Poderiam, ambos os lados, deixar de lado a sedução que exercem seus líderes e cobrar-lhes a todos como criaram e aumentaram seus patrimônios.

Sem produzir nada além de discursos. Talvez por herança ou por desvios de dinheiro das duas turmas que querem apoderar-se da moral sem demonstrá-la.

Expediente que Lula deu o primeiro passo. E do qual Flávio tem corrido distância.

Ou seja: ou se é bolsonarista ou se é petista. Corrupção seria apenas um discurso fanático.

E cujo núcleo seria substituir o  mais provável pelo improvável. Um erro por outro.

Quando os fatos apontam mais  certezas do que o seu oposto.

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