A campanha eleitoral já foi, na prática, dada início. Até aqui, candidatos e negociações extravasam limites. Enquanto números da FGV (divulgados na semana passada) e do Cadastro Único (atualização da primeira dezena de julho/2022 do governo federal) apontassem situação crítica de pobreza no Estado.
Os candidatos omitem como atacarão o problema muito embora, desde a criação do Estado e algo não muito longe de R$ 300 bilhões orçamentários que lhes entregou a população desde 89, a situação (retórica e prática, ideal e ideado) se mostrasse perene. Diferente do desempenho de patrimônios pessoais da sociedade política.
O cadastro único do Ministério da Cidadania (julho/2022) registra que nos últimos quatro anos (nos mandatos estaduais e federais em curso) o número daqueles na pobreza e extrema pobreza no Tocantins aumentou em 237 mil pessoas (59,2 mil famílias) que foram adicionadas àquelas que ganham, individualmente, até R$ 200 mensais quatro anos atrás (da última eleição estadual).
Significa hoje 505 mil pessoas (31% da população) tendo que se virar nos trinta no mês com uma renda de R$ 100,00. E outras 171 mil pessoas (11%) com até R$ 200,00.
O Estado registrava em dezembro de 2018 um total de 282.339 famílias (1,1 milhão de pessoas) na pobreza e extrema pobreza. Em julho/2022 este número já era de 341.605 famílias (1,3 milhão de pessoas). O Estado tem 1,6 milhão de habitantes.
E deputados fazendo leilão de apoios políticos.


