Sábado, 24 de Out de 2026

Em quatro anos, aumentaram no Estado em 237 mil as pessoas na pobreza e extrema pobreza. Os famélicos (até R$ 200 por mês) já se elevam a 1,3 milhão

25/07/2022 562 visualizações

A campanha eleitoral já foi, na prática, dada início. Até aqui, candidatos e negociações extravasam limites. Enquanto números da FGV (divulgados na semana passada) e do Cadastro Único (atualização da primeira dezena de julho/2022 do governo federal) apontassem situação crítica de pobreza no Estado.

Os candidatos omitem como atacarão o problema muito embora, desde a criação do Estado e algo não muito longe de R$ 300 bilhões orçamentários que lhes entregou a população desde 89, a situação (retórica e prática, ideal e ideado) se mostrasse perene. Diferente do desempenho de patrimônios pessoais da sociedade política.

O cadastro único do Ministério da Cidadania (julho/2022) registra que nos últimos quatro anos (nos mandatos estaduais e federais em curso) o número daqueles na pobreza e extrema pobreza no Tocantins aumentou em 237 mil pessoas (59,2 mil famílias) que foram adicionadas àquelas que ganham, individualmente, até R$ 200 mensais quatro anos atrás (da última eleição estadual).

Significa hoje 505 mil pessoas (31% da população) tendo que se virar nos trinta no mês com uma renda de R$ 100,00. E outras 171 mil pessoas (11%) com até R$ 200,00.

O Estado registrava em dezembro de 2018 um total de 282.339 famílias (1,1 milhão de pessoas) na pobreza e extrema pobreza. Em julho/2022 este número já era de 341.605 famílias (1,3 milhão de pessoas). O Estado tem 1,6 milhão de habitantes.

E deputados fazendo leilão de apoios políticos.

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