Sábado, 24 de Out de 2026

Eli, para quem golpistas de 8 de janeiro não queriam golpe, defende ampliação de imunidade tributária às igrejas porque fiéis já pagam IR!!! Que coisa, heim!!! E empresários e empresas como ficariam?

19/03/2023 532 visualizações

O deputado Eli Borges, como esperado, saiu-se em defesa da Proposta de Emenda Constitucional de autoria do também evangélico Marcelo Crivela (sim, aquele pastor da Igreja Universal que foi preso no Rio de Janeiro) – sobrinho do empresário/pastor Edir Macedo – que amplia a imunidade tributária das igrejas.

Diz o pastor e deputado federal Eli (como vai publicado nos portais) num rasgo de inteligência emocional e lógica: “a igreja é composta de membros que já pagam impostos. Se cobrar da instituição, naturalmente temos, em tese, uma bitributação”.

Como é notório, abrindo, com um raciocínio desses, tal discussão, os empresários privados (evangélicos, católicos, ateus, umbandistas...) poderiam, então, reivindicar imunidade tributária de suas empresas dado que já pagam seu Imposto de Renda individual. A atual legislação obriga o IR das empresas e de seus donos.

Essa Igreja Universal do bispo/empresário/pastor Edir possui uma rede rádio, um jornal e uma revista, além do controle da Rede Record de Televisão. E deve cerca de R$ 100 milhões de tributos federais.

No popular: os evangélicos querem se livrar da dívida e licença para comprar carrões, terrenos, pagar aluguéis e que tais, sem pagar imposto.

A excrescência (que Eli informa ter o apoio da bancada evangélica que coordena e dos congressistas do Estado), teve mais de 300 votos na sua protocolização. E porque? Ora, porque também os partidos políticos não precisarão declarar imposto de suas movimentações financeiras de recursos públicos.

Sem uma nesga de vergonha na cara pelo mau-caratismo da proposta.

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