Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Eleições sem coligações proporcionais será uma briga de foice no escuro: quociente eleitoral na Câmara de Palmas pode ser acima de 9 mil votos sem aliança na majoritária!!

luizarmandocosta 08/01/2020 963 visualizações

Não há como não observar na disputa política entre o Executivo municipal e a Câmara de Vereadores de Palmas viés eleitoral. É do jogo desde que não prejudique o serviço público à população.

E neste ponto de observação, há uma superestimação (ou subestimação) de consequências políticas das condutas de um e de outro no resultado eleitoral de outubro.

Se nas eleições de 2016, sete vereadores foram eleitos pelas sobras/média (dependentes de coligações)  e 12 pelo quociente eleitoral, em 2020 será partido contra partido, candidato X candidato.

A extinção das coligações partidárias proporcionais despreza, com efeito, a obrigação de candidato seguir para chapa escolhida pela direção do partido que não a sua própria legenda. Pode sassaricar no palanque que quiser da majoritária.

Eles (partidos) é que serão fundamentais no processo. Independente da majoritária. Serão dezenove vagas na Capital que dependerão dos 176 mil eleitores. Um quociente eleitoral de 9.263.

Ou seja, cada partido ou candidato terá que receber pelo menos isto aí para ganhar uma vaga. É praticamente o mesmo QE de 2016 (172 mil eleitores). Mas lá tinha as coligações que favoreciam partidos pequenos, um amontoado de 430 candidatos para 19 vagas.

A prefeita tem problemas no PSDB. Mas lá na Câmara o PSD tem dois vereadores, PSB (de Carlos Amastha/Andrino) tem três, Solidariedade, dois e o PSL outros dois´. Os demais cargos são preenchidos por outros dez partidos, expondo uma pulverização que será, certamente, dificultada este ano sem as coligações.

Isto sugere que pode haver um mercado persa dependente de articulação política e recursos para que se tenha nos candidatos na Câmara cabos eleitorais da majoritária sem carregar o nome nos cartazes e mesmo assim pedindo votos para prefeitos em suas reuniões.

De outro modo: o candidato majoritário terá que exercer com maior empenho as articulações políticas com mais gente. E não só com a direção partidária.

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