Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Eleições municipais de 2024 podem levar bolsonarismo dominar o Estado. E favorecer Dorinha/Eduardo/Irajá na disputa por governo e Senado na sucessão estadual de 2026

05/01/2024 741 visualizações

Tem motivos para ocupar-se mais da política do que de andanças festivas o governador Wanderlei Barbosa. Os movimentos do final do ano passado parecem apontar uma inflexão.

Com feito, o abraço das redes sociais e das ruas nem sempre se transforma em votos. Estes são laçados nos municípios pelas lideranças.

Pelo menos sete dos dez principais colégios eleitorais do Estado ou são (este ano/eleitos 2020) ou serão (possibilidade de eleição/reeleição) administrados pelos prefeitos de três partidos: União Brasil, PSD e PL.

Pela ordem: senadora Dorinha Seabra, senador Irajá Abreu e senador Eduardo Gomes.Outro cabo eleitoral relevante é o PP, do deputado Vicentinho Jr (bolsonarista raiz).

O Solidariedade é coordenado no Estado por seu pai, ex-senador Vicentinho Alves. E o Podemos, pelo ex-candidato ao governo, Ronaldo Dimas.

O Podemos tem um candidato em Palmas, Eduardo Siqueira, um dos dois nomes que os palacianos não apoiariam de jeito algum (o outro é Carlos Amastha). Os "Vicentinhos", por enquando, se dizem da base palaciana. Os outros, não.

São (pelas estatísticas TSE/2023) - os colégios de Dorinha/Irajá/Eduardo - cerca de 45% do eleitorado do Estado. Dentre eles: Palmas (que pode ter uma candidata do PL ou do UB com possibilidade eleitoral) – 201 mil eleitores, Araguaína (UB), Gurupi (UB), Porto Nacional (PSD), Tocantinópolis (PSD), Augustinópolis (PSL que virou UB) e Guaraí (UB).

O fundo eleitoral de R$ 5 bilhões (2024) reduz a potência da máquina do governo. E da caneta. Cálculo da Folha de São Paulo (ontem) aponta que a maioria das candidaturas de parlamentares no país em 2024 é do PT e do PL. A projeção aponta a repetição da polarização de 2022.

No Estado, tudo indica, o bolsonarismo pode fazer barba, cabelo e bigode nas prefeituras. PT, PC do B e PV praticamente acoplaram-se ao Republicanos. Ou seja, o Governador estaria mais próximo de Lula do que de Bolsonaro. Ou a esquerda do Estado seria de direita.

E entre o bolsonarismo-raiz e o bolsonarismo melancia, a escolha dos bolsonaristas é indubitável revelando-se o mimetismo palaciano e petista antecipadamente ineficaz.

Este espectro aí daria, numericamente, suporte a uma candidatura de Dorinha Seabra (UB) ao governo em 2026 e poderia ser argamassa para a dupla Irajá/Eduardo Gomes na chapa majoritária para Senado pela reeleição nos cargos que hoje ocupam. E o Governador ficaria chupando o dedo.

Conversa e números são o que não faltam. No que levaria Wanderlei Barbosa a, pelo menos, colocar as barbas de molho.

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