Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Eleições municipais: Congresso entre o oportunismo barato e as regras democráticas

luizarmandocosta 22/05/2020 481 visualizações

O Congresso retomou o debate do adiamento das eleições. As mais de 20 mil mortes pela pandemia até ontem e as previsões técnicas de que o país ainda estaria distante do pico e do achatamento da curva, apontam para o acerto da medida.

Deputados e senadores, entretanto, se dividem: uns querem eleições este ano, observando o comportamento da pandemia. E outros simplesmente adiá-las para 2022.

Um confronto entre o oportunismo barato e as regras democráticas. A segunda opção prorrogaria o mandato dos atuais prefeitos por dois anos sem o voto popular.

Deputados e senadores foram eleitos em 2018 tendo como cabos eleitorais (e puxadores de votos nos municípios) os atuais prefeitos, eleitos em 2016.

Se vingar a tese da prorrogação dos seus mandatos, deputados e senadores continuarão a tê-los e, em troca, os entregariam mais dois anos sem o sufrágio popular.

Retirando do eleitor a competência constitucional de, por exemplo, trocar o prefeito que não cumpriu suas promessas ou dado a praticar desvios de recursos públicos em desfavor das necessidades populares.

O TSE já apontou que não aprova a maracutaia. Mas a competência para mudar as eleições é do Congresso onde já se fala em apenas adiar para novembro as urnas de outubro.

A despeito do barulho do grupo que quer adiar as eleições para coincidir com as eleições presidenciais, de governadores, deputados e senadores. Com o apoio do Palácio do Planalto a quem a medida oportunista também favoreceria por mera relação de causa e efeito.

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