A crise na Procuradoria Geral de Justiça se arrasta. Bolsões de insatisfação avançando em escala exponencial na população, administração pública e meio jurídico, com a condução do processo eleitoral empurraram o Ministério Público a programar para esta sexta (como apurou o blog na noite de ontem) uma reunião para discutir o assunto.
O prazo corre. Não escolhido o nome pelo governador na lista tríplice 15 dias após o encaminhamento (19 de outubro) da relação dos mais votados (que se encerra em 3 de novembro) o próprio Colégio de Procuradores, pela legislação, é obrigado a dar posse no cargo ao mais votado: Luciano Casaroti.
A PGJ encaminhou a lista na segunda, apesar das recomendações do Colégio de Procuradores de uma nova eleição para, nas palavras do procurador Ricardo Vicente, "fugir da aparência do mal", de chancelar um erro: 108 votos para 107 eleitores. "Será que não estaríamos diante dos frutos podres", disse o procurador Ricardo Vicente. "Como vamos impugnar eleições político-partidárias se a nossa está sob suspeita?"
Uma eleição em que se registrou mais votos brancos do que o número de sufrágios do procurador com maior votação. Os procuradores teriam que votar em três nomes. Foram 68 votos brancos contra 67 votos do procurador Luciano César Casaroti, aquele que recebeu a maior votação. Em tese, o Voto Branco teria sido o novo procurador geral de Justiça.
Os procuradores temem uma decisão judicial que anule a eleição, desmoralizando o Ministério Público. Outra questão é a possibilidade do Governador negar-se a endossar a lista oriunda de uma eleição que poderia ter sido viciada (maculada) como apontou o próprio presidente da Comissão Eleitoral.
A possiblidade abre espaço legal, inclusive, para o próprio Mauro Carlesse indicar um procurador geral de Justiça interino, fora da lista, até que seja resolvida a questão. Outra desmoralização para o parquet.
A ver a inteligência emocional, política e jurídica de Suas Excelências.


