Pode acontecer na primeira semana de julho a eleição da mesa diretora da Assembléia Legislativa para o biênio 2021/2022. A data converge para entre 8 e 9 de julho. Ou seja, antes do encerramento do prazo previsto de 15 de julho. A explicação é lógica: os deputados tem o recesso legislativo e os seus candidatos nas eleições municipais. O eleito toma posse no cargo para o próximo biênio no dia 1º de fevereiro de 2021.
Eleições no Legislativo ou são consenso antecipado ou decididas na véspera. Nas últimas, as reuniões dos parlamentares, em grupos, com os candidatos a presidentes é que definiram o processo horas antes da votação. Tem também o governo como pêndulo.
Se depender das movimentações destes dias, o presidente Antônio Andrade teria reeleição garantida. Não há, até agora, parlamentares trabalhando em construção de chapas alternativas e é consenso que o atual presidente tem atendido suas demandas e aberto ao diálogo.
O deputado Olintho Neto, ex-líder do governo no Legislativo e um dos potenciais candidatos pela relação com o governador Mauro Carlesse, limitou-se ontem a dizer ao blog que não está acompanhando a discussão. E que não tem interesse em disputar a presidência do Legislativo.
O mesmo não se dá no cargo de primeiro vice-presidente. Já há pelo menos seis deputados disputando a vaga. O cargo assume relevância mais ainda no biênio da sucessão estadual. Isto porque, no caso de o presidente ter que se licenciar, quem assume a presidência é o vice.
E a possibilidade do vice-governador deixar o cargo (que implicaria no deslocamento do presidente do Legislativo para o Executivo) tem grandes probabilidades com uma desincompatibilização do governador (para disputar o Senado) e do vice para disputar outro cargo. Há controvérsias jurídicas sobre se Wanderlei Barbosa poderia disputar o cargo de governador, tendo sido reeleito vice de Carlesse (na Suplementar e na eleição geral).


