Sábado, 24 de Out de 2026

Eleição da mesa diretora do Legislativo ainda não decolou porque Wanderlei pondera para meter a mão na cumbuca. Deputado nenhum vai vender bezerrada para cooptar votos!!!

07/01/2023 340 visualizações

A disputa pela presidência do Legislativo estadual não decolou ainda, com pouca margem de dúvidas, em decorrência da não entrada do governador Wanderlei Barbosa no processo. E ele vai colocar a mão na massa. É só uma questão de tempo.

O contrário seria ter como verdadeira a assertiva de que não interessaria ao Executivo um parlamentar aliado na presidência que não colocasse empecilhos regimentais a projetos do governo como o cargo possibilita.

Seria ilegítimo negar ao Governador essa prerrogativa política que tem sustentação argumentativa até de cunho administrativo. Uma preocupação fundada na solução de continuidade que o Legislativo pode pregar em projetos governamentais apenas não os pautando.

Obviamente que essa ação tem um custo. Wanderlei pode estar refletindo onde aplicar o seu fundo de comércio. Isto porque não há qualquer deputado candidato a presidente disposto a colocar a mão no próprio bolso para financiar suas “campanhas”. Muitos, aliás, jogam seus nomes na disputa para obter facilidades nas aparentes dificuldades colocadas.

É assim porque falo? Não!!! É assim porque eles o fazem de forma recorrente à luz do dia ou na escuridão da noite, em encontros “secretos”,  em chácaras e residências, convenientemente vazados há anos.

De forma que é implausível, por exemplo, Amélio Cayres, Eduardo do Dertins ou Cleiton Cardoso, os três que emergem nas atuais circunstâncias, venderem “bezerradas” para comprar votos (isto mesmo, o voto é uma mercadoria ali, todos sabem) de 15 deputados (maioria) ou de outros 23 parlamentares caso queira dar demonstração de força ao Palácio Araguaia.

É mais razoável, assim, Wanderlei, no governo, fazer compromissos com obrinhas em municípios indicados pelos parlamentares que, do resto, os deputados se encarregam para transformar isto em ativo financeiro e político.

Agora que, afetivamente, Cleiton Cardoso tem mais ativos para dar tranquilidade legislativa a Wanderlei, em função da história de ambos, tem-se poucas dúvidas. De igual modo seria imponderável Wanderlei apoiar um candidato de Antônio Andrade, que deixa o cargo um dia antes da eleição, deixando pairar um sombra nos corrredores da Assembléia

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