O ex-deputado Eduardo Siqueira reuniu-se com vereadores esta semana. Segue tentando elaborar uma pré-candidatura pelo União Brasil a prefeito de Palmas. O partido tem disponível ainda a deputada Vanda Monteiro. Política.
O calendário eleitoral não para. O Congresso tem menos de mês para aprovar a minirreforma. Um ano antes das eleições de 6 de outubro de 2024. E Eduardo sabe como as abóboras se acomodam na carroceria. E o vácuo não guarda lugar.
Eduardo tem desafios. O primeiro deles é convencer vereadores e lideranças de que, na prefeitura, não repetirá os métodos políticos de que acusam-no ter empregado nas administrações do pai governador, no Senado ou nas gestões da Capital quando o siqueirismo administrava. Eduardo é um hábil político, mas deixou para trás contrariedades políticas
Outra barreira é partidária e eleitoral. Musculatura política. Na última eleição que disputou (2018) saiu das urnas com a 12ª votação para deputado estadual na Capital: 2.174 votos. O deputado Junior Geo com 7.405. Leo Barbosa saiu com 5.797 votos e Vanda Monteiro teve 5.374 votos.
Vanda é do mesmo partido de Eduardo e tem se aproximado, com Junior Geo, da prefeita Cínthia Ribeiro, aliada da senadora Dorinha Seabra, presidente do UB. E ainda temo fator-Eduardo Gomes/André Gomes/Janad/Wanderlei.
Eduardo Siqueira, portanto, estará em 2024 com seis anos sem disputar eleições. Período em que os demais concorrentes estavam visitando as casas na Capital e aumentando ativos eleitorais, votos, ajudando moradores com cestas básicas. Teve pré-candidato que, contra a legislação eleitoral, entregou até mesmo televisores nos bairros.
E, por terceiro, não menos relevante, Eduardo terá que convencer os eleitores que pode fazer agora uma administração como a de 93/96 quando a cidade que tem hoje 313 mil moradores abrigava uma população de 25 mil pessoas. Quando se fazia festa até para “inaugurar” alguns postes de luz nas ruas.
É bem provável que a grande maioria destes 313 mil moradores da cidade dê maior relevância à sua própria vida pessoal, desemprego, saúde e que tais, do que se dedicar ao culto da história. Expediente que vai ficando cada dia mais como atributo apenas dos remanescentes daquelas 25 mil pessoas do início da cidade.
A cidade tem hoje mais de 200 mil eleitores. Ou seja, Eduardo apostaria na possibilidade de ter chances no segundo turno.
Mas política é da vontade. Hábil, Eduardo pode muito bem construir uma candidatura competitiva, apesar das dificuldades que ele mesmo impôs aos seus projetos políticos.


