A participação do senador Eduardo Gomes na abertura dos trabalhos legislativos nesta terça realça a aproximação entre o parlamentar, Mauro Carlesse e Antônio Andrade.
Disseminou-se que Gomes estaria representando o Congresso ou governo federal sem explicar o que Jair Bolsonaro ou Davi Alcolumbre teriam com o início da sessão legislativa de um Estado do interior do país que tem menos votos ou população uma cidade de médio porte de São Paulo. E o 24º PIB (de um total de 27 unidades federativas) do país.
Evidente que sempre se poderá dizer de uma representação. Mas na verdade, Eduardo Gomes se movimenta pela sucessão estadual daqui a três anos. E faz um discurso conciliatório e apontado para o futuro.
Tem fundamento e argumento e consegue demonstrá-lo na prática. Seja no poder político que detém como líder do governo no Congresso ou pelo balaio de votos que conseguiu em 2018 e os anos de Câmara dos Deputados.
Carlesse não poderá disputar o Senado daqui a três anos e o Palácio aposta numa vitória de Wanderlei Barbosa na prefeitura. É um jogo de dominó que tem ainda na linha de sucessão o presidente do Legislativo, justamente Antônio Andrade, caso se reeleja na presidência no próximo ano.
Se Wanderlei não lograr êxito este ano, assumirá o lugar de Carlesse em 2022 (na renúncia) mas poderá se defrontar com questionamentos acerca de candidatura à reeleição de terceiro mandato independente de ter ocupado o cargo de governador ou não nos últimos seis meses.
Pode, por seu turno, não assumir e disputar vaga na Câmara dos Deputados, abrindo caminho para Antônio Andrade assumir o governo (terceiro na linha de sucessão palaciana) que poderá disputar a reeleição no Palácio ou apoiar a via-Eduardo Gomes, explicitamente em construção, conforme o movimento político palaciano e do parlamentar.
Daí, um dos motivos de Eduardo Gomes, mesmo com braço no gesso, numa terça-feira, um dia após a abertura dos trabalhos no Congresso (na verdade começam de fato as atividades nesta terça), comparecer para dar o apoio aos deputados e ao presidente do Legislativo, ao lado do representante de Mauro Carlesse, secretário da Casa Civil, Rolf Vidal.


