A vinda a público, agora, de vídeo publicado em 16 de abril de que Jair Bolsonaro tem agenda (ele próprio a confirma na publicação) em Santa Maria (RS) na mesma data em que o PL o anuncia na Capital (17 e 18 de maio) mexeu com pré-candidatos a prefeito na cidade. A agenda do ex-presidente previa ainda passagem pela Agrotins, que teria sido cancelada.
Na tese, o PL estaria fazendo uso do nome de Bolsonaro para inflar o evento do PL Mulher onde estaria confirmada a presença da ex-primeira dama Michele Bolsonaro (há vídeo já confirmando) na mesma data na Capital.
Se a não vinda de Bolsonaro poderia ser favorável aos candidatos de outros partidos, celebrar o cancelamento revelaria, por óbvio, a dimensão de perdas dos adversários do PL com sua presença.
Situação agravada para ambos pela avaliação de um estratagema moral e eticamente questionável: uma mentira. Dos dois lados: tanto da acusação quando da negação dado que não podem, no caso, estarem equivocados apenas em parte. São premissas excludentes a verdade e a mentira.
Uma das acusações é gravíssima: os políticos já estivessem angariando recursos para o evento que, sem Bolsonaro, minguariam.
O presidente regional do PL, senador Eduardo Gomes, ironizou os adversários da pré-candidata Janad Valcari. “Eles deveriam era cuidar de suas campanhas”, disse hoje ao blog.
Segundo ele, o evento é do PL Mulher e não faria sentido a preocupação dos adversários com o PL. “Basta pegar um avião (Bolsonaro) para estar em Palmas”. Para o Senador, os adversários deveriam fazer suas próprias agendas.
“Quando se vê hoje o líder do presidente Lula podendo ser derrotado com a derrubada do veto do presidente à desoneração, como líder de Bolsonaro no Congresso, nenhum veto do presidente foi derrubado”, exemplificou o Senador para estabelecer o grau de relação com o ex-presidente.


