O ex-ministro Anderson Torres tem novo depoimento marcado nesta segunda. O senador Eduardo Gomes foi um dos cinco parlamentares que estiveram com Torres no final de semana. As visitas foram autorizadas pelo STF a 38 parlamentares.
Gomes disse ao jornalista Chico Alves (colunista do UOL) – no sábado - que não discute se Torres é culpado ou inocente. Mas que defende o posicionamento da PGR pela desnecessidade da prisão.
A posição de Gomes é coerente e segue a lei. Os bolsonaristas (onde Gomes se inclui) é que expandiam uma borracha na Constituição que determina a prisão só em flagrante delito ou condenação transitada em julgado (no STF).
Ou ainda quando há risco de interferência na investigação ou garantia da ordem pública como foi o caso de Anderson.
O resultado está no sistema penitenciário. Para ficar só no Tocantins, um total de 4 mil e 205 pessoas ocupavam as prisões (2021/Anuário da Segurança/2022) contra apenas 3 mil e 693 vagas.
Desse total aí, 38% ( 1 mil e 597 presos) dividiam as celas e o déficit de 512 vagas sem que tivessem sido condenados. São presos provisórios que transformam as casas de prisão provisória em penitenciárias.
Isto aí com três facções criminosas: Comando Vermelho, PCC e até uma Máfia Tocantinense.


