Domingo, 15 de Fev de 2026

Eduardo fechou 2025 com uma administração mais enxuta do que recebeu. Aumentou receita corrente acima da inflação, reduziu comprometimento do orçamento com despesas de salários e elevou disponibilidades de caixa

31/01/2026 270 visualizações

O prefeito Eduardo Siqueira (Podemos) tem enfrentado críticas nas redes sociais e da oposição no Legislativo metropolitano.

Mas a administração da Capital, do ponto de vista fiscal (receitas e despesas) fechou 2025 mais enxuta do que em 2024. No primeiro ano da gestão. Eduardo, em síntese, fez o dever de casa.

Relatório de Gestão Fiscal publicado na noite de ontem mostra, por exemplo, redução no comprometimento da receita corrente com salários.

Ele caiu de 50,72% da RCL (3º QD/24) para 49,37% no 3º QD de 2025. Abaixo do limite prudencial (51,30%). O máximo é 54%.

Apesar do aumento nominal de despesas de pessoal no período, de R$ 1,057 bilhões (despesa bruta) de 2024 para os atuais R$ 1,066 bilhões (2025).

Um crescimento de apenas 0,8% para inflação de 4,26% de janeiro a dezembro e que regulou em larga medida correção de salários.

Para efeito de raciocínio, o governo do Estado, no  mesmo período, elevou as despesas com salários em 7%. Quase duas vezes a inflação e 12  vezes o índice de correção dos gastos da gestão de Eduardo.

Combinado com o aumento da RCL, o desempenho favorece a melhoria da capacidade de pagamento e aumenta espaço fiscal (e financeiro) para investimentos.

Eduardo aumentou as despesas com salários abaixo do crescimento das receitas. A RCL passou de R$ 2,047 bilhões (2024) para R$ 2,155 bilhões (2025). Maior, portanto, em 5,2%.

Receitas que, apesar das críticas políticas à sua previsão na LOA/25 elaborada por Cínthia Ribeiro (R$ 2,175 bilhões) - aprovada pelos próprios vereadores - mantiveram, no exercício, bem próximo do projetado: R$ 2,155 bilhões.

Há variações pontuais carentes de atuação e explicação contábil. Uma delas, a elevação do passivo atuarial de R$ 1,5 bilhão (2024) para R$ 4,1 bilhão (2025).

E o aumento da dívida consolidada, que passou de R$ 321,9 milhões (2024) para R$ 458,5 milhões (2025).

Uma calibrada na dívida de empréstimos (internos e externos) de R$ 293,4 milhões para R$ 424,9 milhões em um ano.

Mas ainda assim fechou o ano com disponibilidades de caixa de R$ 178,7 milhões.

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