Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Eduardo diz ao blog que Vanda tem precedência numa candidatura da UB, respeita Dorinha e que decisões de Siqueira sobre Moisés Abrão e FPM da Capital foram necessárias!! De outro modo: tá no jogo!!

24/03/2023 676 visualizações

O ex-deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (UB) – ex-prefeito de Palmas, deputado federal e senador – pontuou nesta sexta ao blog considerações sobre artigo publicado ontem acerca de proposições colocadas dando conta de uma especulada participação no processo sucessório na Capital no próximo ano.

Eduardo, nas suas ponderações, nos é dado inferir, vê maior relevância ao processo elaborativo de sua construção, fincado na própria criação do Estado, em oposição ao determinismo reducionista.

Com efeito, a parte faz parte do todo. Sem o todo, certamente, não existiria a parte como sem a parte, inexistiria o todo. E aí a verdade absoluta poderia estar nos fatos que Eduardo não nega. Ainda que, na sua avaliação, tivessem proporcionado leituras alternativas e suas explicações próprias das circunstâncias envolvidas.

Eduardo conferiu ao blog que o ex-governador Siqueira Campos (criador da cidade) de fato não subiu no palanque do seu candidato ao governo, ex-senador Moisés Abrão. Abrão era um grande empresário goiano armazenador de grãos (Soalgo), irmão da ex-senadora Lucia Vânia, esposa do ex-governador biônico de Goiás, Irapuan da Costa Junior,que fez a ponte sobre o rio Tocantins em Porto Nacional. Foi eleito senador na primeira eleição do Estado junto com João Rocha (então diretor da Organização Jaime Câmara) e Antônio Luiz Maia, um ex-professor de Lógica da UFGo.

Dessa omissão (que Eduardo sugere ter sido ação comissiva) resultou na eleição de Moisés Avelino que despachava em Palmas só de terça a quinta. Um governo mal avaliado (e sem rumo) que proporcionou, para o bem do Estado, o retorno de Siqueira Campos quatro anos depois. Avelino perdeu (com Eudoro Pedroza) a prefeitura (92) para Eduardo e o governo para Siqueira (94). Mera consequência de que sua imobilidade era a causa.

Avelino entregou o governo, na prática, a dois secretários: Marcos Farias (Fazenda) e Ivan Coelho (Casa Civil). O resto da semana era na Fazenda Mona (Paraíso). Foi, com pouca margem de erro, salvo os avanços da Educação com o padre Rui Rodrigues, o pior governo do Estado.

Siqueira – para Eduardo – teria decidido voluntariamente não fazer campanha por Moisés Abrão porque queria terminar o Palácio Araguaia. Uma tarefa maior e era muito pouco tempo. Não teria possibilidade de participar de campanha política. Preferiu ficar no Palacinho. Concluiu o Palácio em março de 91, seis dias antes da posse do governador emedebista eleito.

Sobre a apropriação do FPM da Capital pelo governo, Eduardo também não nega mas via como necessário.  Disse que o convênio foi conversado com vereadores. Segundo ele, era 75% para o Estado a 25% para a prefeitura e depois 80% a 20%.

Evidentemente não é o que pensava o primeiro prefeito, Fenelon Barbosa, cujos aliados até hoje mantém o entendimento - apesar do pensamento político legítimo de Eduardo -  que a apropriação retirou no município competências e possibilidade de ativos políticos ao então prefeito.

Por lógico, se o governo administrava o FPM, as obras na cidade eram um ativo do governo. Com recursos constitucionalmente municipais, a serem administrados pelo prefeito Fenelon Barbosa, sob a fiscalização dos vereadores.

Situação que ele, Eduardo, como disse hoje ao blog, quando prefeito, derrubou o convênio no STF (e é fato, assim como a abertura do governador Moisés Avelino/MDB que ajudou a distensionar a relação tensionada por Siqueira) . Mas, Siqueira Campos, segundo ele, na inconstitucionalidade estava certo porque com aquele dinheiro ajudou a implantar a cidade.

Outro ponto colocado por Eduardo é que não vai brigar dentro do partido (UB), respeita a liderança da senadora Dorinha Seabra (trabalhou por sua campanha), cita seu passado no PFL (a UB resultou da fusão do Democratas/PSL) – com passagens no PPR, PDC, PPB e PSDB - e que a deputada Vanda Monteiro tem a precedência na candidatura do partido na Capital.

Diz ainda que não discutiu uma candidatura com Dorinha Seabra, mas que se Vanda Monteiro “declinar”, no momento certo discutirá o assunto com a presidente regional do União Brasil.

Como dizia o jornalista Salomão Wenceslau: é, pois é, é isso aí.

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