O prefeito Eduardo Siqueira anulou (Ato 86/25, publicado na noite de ontem) as designações de 82 diretores das escolas municipais nomeados após as eleições no final do ano passado.
Ato contínuo (87/25) o prefeito renomeou 82 diretores interinamente nas unidades em função da proximidade do início do calendário escolar.
O prefeito assim segue coerente com o que prometeu após as eleições.
Para a decisão de Eduardo Siqueira convergem razões técnicas e políticas. Muito do que a fundamenta, já havia aqui alertado quando do lançamento do edital.
Eduardo arrazoa com propriedade que a lei determina tais eleições em anos impares para não confundir com ano eleitoral na cidade. É inconteste o uso político dos diretores que funcionam como uma espécie de líder político.
E, por outro lado, elenca o fato da eleição ter sido realizada no último dia do ano letivo. Talvez residindo aí a grande abstenção que proporcionou a eleição de diretores com quantidade mínima de votos em relação ao número dos aptos a votarem.
São argumentos de difícil oposição. Tanto do ponto de vista administrativo, político ou jurídico.
Disto se tem que em uma semana Eduardo contornou os principais problemas que se mostravam capazes de gerar desgastes na Educação. E problemas para a população.
Uma decisão que tem tudo para não ser derrubada em função dos motivos alegados para a sua publicação.
E que, legalmente, não comportaria resistência de militantes (especialmente petistas) infiltrados no sindicato da categoria pudessem deflagrar com um mínimo possibilidade de ser revertida.


