Unitins, MPF e PGE anunciam nesta tarde acordo firmado com instituições acerca do passivo deixado pela Eadcon. O buraco já se sabe, assim como quem vai pagar. Se tem um pagador, por lógica haverá o recebedor. Não há perdedor sem ganhador.
São (conforme a convocação da coletiva nesta manhã) mais de R$ 200 milhões de prejuízos aos cofres públicos com ações e multas que atingem mais de 100 mil alunos da Unitins/Eadcon.
Essa pendenga da Unitins/Eadcon tem mais de 15 anos. O governo fez um contrato com Carlos Amastha (que era o dono da Eadcon) em que cerca de 80% das receitas dos 1300 polos (cem mil alunos) iriam para a empresa.
Pior: os papéis terminaram ficando invertidos. A Unitins era a responsável pelos cursos, mas quem controlava tudo era a Eadcon, do ex-prefeito. Resultado: dos 1.300 polos (descobriu o MEC) apenas 200 eram regulares. Tinha polo junto até de padarias e bares. E o dinheiro entrando na conta.
A Eadcon passou a dar o cano em alunos. Só de Serviço Social eram 20 mil sem estágio e mais de três mil ações na Justiça. Teve aluno barrado na formatura porque não havia sido aprovado. Há muitos até hoje sem o diploma.
Um convênio mandrake onde 79% das receitas seria da empresa e 21% da Unitins, sem conta única e cujo fluxo de caixa seria com a Eadcon. O MEC terminou descredenciando a Unitins. E Amastha repassou a Eadcon para um sócio.
E saiu limpinho.


