Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Eadcon: quinze anos depois, prejuizo de R$ 200 milhões aos cofres públicos. É esperar se instituições responsabilizam os culpados nesta segunda!!!

13/09/2021 1276 visualizações

Unitins, MPF e PGE anunciam nesta tarde acordo firmado com instituições acerca do passivo deixado pela Eadcon. O buraco já se sabe, assim como quem vai pagar. Se tem um pagador, por lógica haverá o recebedor. Não há perdedor sem ganhador.

São (conforme a convocação da coletiva nesta manhã) mais de R$ 200 milhões de prejuízos aos cofres públicos com ações e multas que atingem mais de 100 mil alunos da Unitins/Eadcon.

Essa pendenga da Unitins/Eadcon tem mais de 15 anos. O governo fez um contrato com Carlos Amastha (que era o dono da Eadcon) em que cerca de 80% das receitas dos 1300 polos (cem mil alunos) iriam para a empresa.

Pior: os papéis terminaram ficando invertidos.  A Unitins era a responsável pelos cursos, mas quem controlava tudo era a Eadcon, do ex-prefeito. Resultado: dos 1.300 polos (descobriu o MEC) apenas 200 eram regulares. Tinha polo junto até de padarias e bares. E o dinheiro entrando na conta.

A Eadcon passou a dar o cano em alunos. Só de Serviço Social eram 20 mil sem estágio e mais de três mil ações na Justiça. Teve aluno barrado na formatura porque não havia sido aprovado. Há muitos até hoje sem o diploma.

Um convênio mandrake onde 79% das receitas seria da empresa e 21% da Unitins, sem conta única e cujo fluxo de caixa seria com a Eadcon. O MEC terminou descredenciando a Unitins. E Amastha repassou a Eadcon para um sócio.

E saiu limpinho.

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