Leitores me pedem avaliação sobre a desistência de Mauro Carlesse ao Senado. A dúvida é a quem aproveitaria a decisão do ex-governador.
Ora, ninguém tem bola de cristal para antecipar onde vão cair os votos que seriam dados a Carlesse. Se em Kátia Abreu, Dorinha Seabra ou Carlos Amastha. Ou até mesmo no petista Vilela.
Poderia até arriscar, considerando a tese do voto útil, que Kátia e Dorinha (pela pesquisa IPEC com 18% e 19% respectivamente) poderiam ter mais chances do que Carlos Amastha que na mesma pesquisa (24/08) tinha 8% (contra 9% de Carlesse).
A problemática da solucionática é que o eleitor de Mauro Carlesse é flutuante como o próprio. O ex-governador importa mais com os fins que com os meios. Não tem liga afetiva com aliados. E vice-versa. Ou seja, suas lideranças não buscam ideologias ou projetos de governo.
Não é uma relação de afetos ou programas. Caso contrário não teria, com afastamento, renúncia e tanta denúncia, esses 8% de apoios que contrariariam, até aqui, a razão. São (ou foram) regra geral mantidos não sem outros expedientes. Ou mesmo dívidas de sangue ainda que não se negue as poucas amizades que cultivou.
No popular: na sua não-candidatura, aliados e eleitores se moverão na direção do melhor negócio. Sem essa de ser mais próximo ou confiar mais em um que no outro. Amastha, por exemplo, pode projetar-se sobre os votos de Ronaldo Dimas (17%) e empatar o jogo.
Como se nota, muita especulação para pouco voto até aqui. Ainda que se projetasse, pelo fato de ser ex-governador, um maior volume de intenções de votos até as eleições para Mauro Carlesse.


