Sexta-feira, 23 de Out de 2026

É espantosa a alienação da militância do PT sobre a estratégia da direção regional para negar um dos princípios básicos do partido. Sugere ver no Republicanos, de viés bolsonarista, a via para a emancipação política da sociedade!!

12/12/2023 521 visualizações

O PT regional faz silêncio sobre a conferência eleitoral nacional do partido para as eleições municipais de 2024 realizada na sexta em Brasília (DF).

Como apurou o blog, as duas correntes majoritárias no Estado (do presidente Zé Roberto e do ex-presidente Donizetti Nogueira) reforçaram no DF que a legenda não teria candidatos competitivos nos municípios no próximo ano.

De outro modo: irá apoiar os candidatos indicados pelo Palácio Araguaia. Isto sem qualquer consulta à militância. O cisma estadual repete, assim, o cisma nacional: a direção do PT tem uma posição e a regional outra.

A presidente Gleisi Hoffman foi clara a não mais poder nas críticas a equívocos do governo Lula na mesma conferência. Ou seja, o PT, apesar de ter um presidente, descarta adesão a proposta que contrariam os princípios do partido. Esquerda é esquerda e direita é direita. Com extrema direita, o conflito é pior ainda.

Ora, o PT tem como um dos fundamentos o princípio marxista da busca da emancipação política. Dissolução da sociedade onde repousaria o sistema alienado do povo. É nisso que crê ainda a militância. Obviamente não se terá abraçado com o Republicanos, da extrema direita.

Nos últimos quatro anos o partido no Tocantins viu passar de 12 mil filiados (eleições/18) para 17 mil filiados (2022). Subiu em 2022, entretanto,no governo Bolsonaro que representava a antipodia à cartilha do partido.

Nas eleições de 2022, entretanto, a direção regional (apesar do avanço dos filiados) subiu no palanque do candidato do Republicanos, partido então bolsonarista. E de Kátia Abreu a quem a militância no governo Dilma Roussef (de quem a Senadora então no MDB era ministra) dedicava cruzes na Avenida JK.

E, tudo indica, seguiu a militância no ano passadoo o comando do partido: enquanto Lula teve 50,40% dos votos, o candidato do PT ao governo, Paulo Mourão, apenas 10,64%.  Apesar destes números, converse com qualquer militante ou filiado que ele dirá que o PT é oposição no Estado.

A corrente majoritária do partido leva-os a acreditar que fazem oposição quando de fato são situação. Uma alienação explícita que os petistas combatem sempre.

E aí o X da questão: governos fazem composição com partidos – a tal coalizão – para ter o apoio das legendas nas votações no Congresso e nas Assembléias. Legítimo.

No Tocantins, entretanto, o PT não elegeu um deputado estadual, federal ou senador que pudesse oferecer votos ao governador do Estado no Legislativo.

Uma composição que exigisse entregas de apoio em troca de avanços nas propostas ideológicas que o PT tem defendido desde que foi criado.

Para o PT, assim, é se perdendo que se ganha. Na lógica, obviamente, ter-se-ia um conflito entre prfojetos individuais e do partido.

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