Sexta-feira, 23 de Out de 2026

É de R$ 3,3 milhões o prejuízo que os vereadores cobram da Prefeitura para aprovarem Leis Complementares dos empréstimos!! É o preço da moral do financiamento com aval da União

04/07/2024 3410 visualizações

A prefeita Cinthia Ribeiro discursou forte ontem na entrega da Avenida LO-09: não vamos ficar nas mãos de picaretas.

O recado era claro: os vereadores estão empurrando com a barriga a apreciação dos empréstimos para aquisição de ônibus de transporte coletivo e escolar.

A situação é mais grave. Dos 19 vereadores, nove são comandados por Janad Valcari e votam contra o projeto. Os outros dez seriam, a priori, favoráveis.

Um deles, teve que deixar o apoio após uma determinação da direção nacional do seu partido em Brasília (DF). O que realça o caráter eleitoral da negação.

Mas há a carne. Aliados da prefeita condicionam a aprovação ao pagamento de emendas impositivas da saúde. Como apurou o blog, a prefeita aceita mas não concorda com a forma.

Os vereadores  já tem cerca de R$ 500 mil mensais em cargos no Executivo municipal. O prazo para demitir comissionados termina no sábado.

Os vereadores há uma semana esvaziam a sessão no aguardo de uma negociação de que a prefeita é refratária.

Se não apreciarem em uma nova sessão extraordinária nesta quinta, é provável que haja consequências na relação Executivo/vereadores e no emprego de indicações parlamentares. A cada ação corresponde uma reação. Jogo jogado.

Cinco vereadores (da base aliada, que se note) exigem que o convênio para liberação de R$ 1,5 milhão na saúde, por exemplo, seja feito com uma entidade (Instituto Cidadania Amazônia). O mesmo que cuidou das emendas no carnaval. Se Cínthia aceita, estão dentro dos empréstimos. A pressão é quase que horária.

A prefeitura, no entanto, paga por consultas médicas (por intermédio do mesmo instituto) o valor de R$ 40,00.

O convênio proposto pelos vereadores por igual consulta e no mesmo instituto, é de R$ 295,00. Isto mesmo: um sobrepreço de 637%. No Amazônia que cobra R$ 40,00 da prefeitura.

Parecer que o blog teve acesso da Superintendência de Média e Alta Complexidade sobre o plano de trabalho apresentado pelos vereadores e Instituto Amazônia aponta isto aqui:

“Diante do apresentado na tabela os valores praticados no credenciamento pela Secretaria Municipal de Saúde é mais vantajoso, demonstrando uma economia de R$ 3.334.319,44 (três milhões e trezentos e trinta e quatro mil e trezentos e dezenove reais e quarenta e quatro centavos) ao erário público.”

Ou seja: a moralidade e legalidade dos empréstimos que a prefeita pretende contrair (com o aval da União) teria como preço R$ 3,3 milhões a mais que a prefeitura pagaria pelos serviços.

Contabilidade básica: com os valores cobrados diretamente à prefeitura, seriam atendidas 50 mil pessoas.

 Contra as mil que poderia ser beneficiadas sendo administradas pelo convênio imposto pelos parlamentares para a aprovação do empréstimo.

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