A semana tem início com a declaração antecipada de um crime eleitoral: o ex-prefeito Carlos Amastha (PSB) – como lhes atribui o T1 Notícias – teria informado ontem que juntamente com o vereador Lacerda do Gás concordaram em doar R$ 10 mil à igreja católica. Lacerda (que também é do PSB) teria doado o salário da licença médica.
As declarações vem a pretexto das especulações sobre licenças médicas não explicadas ao distinto público e posse de dois suplentes do PSB: Alexandre Peara e Epitácio Brandão Filho. Nas vagas do próprio Lacerda e do vereador Brasão.
Como é notório, parlamentar pode doar parte do seu salário (depois que caiu na sua conta particular) para quem quiser. Desde que o donatário não seja específico.
Explicando: pode doar para igrejas, desde que não as particularize ou as individualize. Lacerda (como se divulga) e Amastha (que não tem mandato) doaram os recursos para a Igreja Católica por suas próprias declarações.
É situação que pode enquadrá-los em compra de votos a um ano das eleições estaduais, onde Amastha diz-se candidato. Ainda mais considerando-se que, pelo IBGE, cerca de 54% da população da Capital declaram-se...católicos.
Nada como não observar o retrovisor: nos governos Lula o PT inchou a máquina pública federal com filiados de olho no dízimo. Ocupantes de cargos eletivos pagavam de 6% a 20% de seus salários ao partido. Jà aquele com função de confiança na administração federal eram obrigados a pagar de 2% a 14% de seus vencimentos à legenda.
De outro modo: quando mais mandatos eletivos e mais cargos na administração, mas o partido enchia os seus cofres.
Agora imaginemos pastores/padres (que já tem seus salários nas suas igrejas) elegendo-se apenas para ter mais um salário e engordar a poupança de sua igreja!!!
Uma transferência de recursos públicos para associações privadas. O que na Capital é um acinte considerados os 29% da população na pobreza absoluta, como indica o IBGE.


