Há um debate pertinente na cidade: a liberação do Espaço Cultural para uma exposição de empresas privadas (Casacor) quando o espaço mais adequado fosse o Centro de Convenções erguido justamente para eventos do gênero.
O Espaço Cultural, como é notório, já foi usado para eventos piores como shows sertanejos em que os aficionados do tipo esbanjam a capacidade para depredar banheiros, juntar lixo e detonar não só a grama mas as paredes do prédio público. Sem, evidentemente, reação do Conselho Cultural que hoje se volta contra a prefeitura no Casacor.
É lógico que dois erros não levam a um acerto e um equívoco não justifica o outro. A reação política do Conselho de Cultura, ainda que em ano eleitoral, não nega a impertinência da autorização do Executivo municipal para uso do Espaço Cultural.
A cessão a empresários justamente no período (a exposição tem abertura divulgada para dia 20 de maio) de celebração e comemoração dos 33 anos de fundação da cidade é uma cegueira (do poder público) e acerto (dos empresários que conectarão a divulgação de seus produtos com o aniversário da Capital) num Espaço como o Zé Gomes Sobrinho que é, de forma inconteste, tanto a persona quanto o prédio, um dos símbolos mais eloquentes da história não só da cidade, mas do Estado.
Ou seja: tanto a população quanto a prefeitura terão que buscar outro lugar para as celebrações. Quem sabe no Centro de Convenções....
É cada uma!!!!


