Sexta-feira, 23 de Out de 2026

É cada coelho que Amastha quer retirar da cartola!!! Pior que encontra ressonância em desavisados ou desinformados!

luizarmandocosta 13/03/2020 1045 visualizações

O ex-prefeito Carlos Amastha, não raro, se comporta como um ilusionista. Vez em quando tenta retirar um coelho da cartola. Desavisados o amplificam, nestas circunstâncias, como se fosse mesmo um coelho, indiferentes ao movimento de suas mãos. No caso, de sua verborragia, diga-se, democrática.

Plantou nas redes socais (sendo amplificado por portais) que a Prefeitura não precisaria mais fazer acordo com o empresário Ricardo Carreira, porque a área que seria desapropriada (às margens da avenida Teotônio Segurado) não mais seria preciso ser indenizada. Disse que não assinaria um cheque de R$ 13 milhões.

A leitura (sem a cartola) é que Cínthia fez justamente o contrário: cancelou o acordo porque os preços acordados estavam acima dos preços de mercado. Foi orientada pelo próprio Ministério Público Estadual. Mais pela diferença de preços (que poderia suscitar questionamentos) que pelo acordo que, em tese, seria benéfico ao erário.

Haveria uma composição de débitos (só de impostos cerca de R$ 4 milhões). O MPE sugeriu que o acordo fosse semelhante à indenização de outro proprietário na mesma região.

Quanto à não necessidade de desapropriação da Teotônio Segurado não resiste à simples informação de que o Taquari está sobre a área e precisa ser regularizado. E a prefeitura (junto com o Estado) devem duplicar a avenida. Mas Amastha prefere falar apenas da área que abrigaria o BRT, projeto desautorizado pela Justiça Federal. E que não é objeto do acordo. O processo inicial do BRT apenas passava também por lá.

Por falar em BR, como não lembrar da acusação de desvios, feita pela Polícia Federal contra o ex-prefeito, numa licitação (conforme a PF) de 264,2 milhões de reais.Ou da condução coercitiva de dois auxiliares diretos dele: o secretário municipal de Finanças, Cláudio de Araújo Schüller, e o procurador-geral do município, Públio Borges.

De acordo com a PF, os terrenos de um empresário e de outras pessoas estariam avaliados em R$ 457 milhões. Mas, segundo o relatório, como a prefeitura não tinha esse valor disponível, o prefeito Amastha, em vez de desapropriar e indenizar, decretou os terrenos como sendo de utilidade pública. Conforme o relatório, a intenção era chantagear os donos do imóveis, cobrando pela área dívidas de IPTU.

No relatório, os policiais anexaram transcrições das conversas entre os investigados. Um dos trechos destaca uma conversa entre Egon Just e Amastha. Segundo o documento, o prefeito teria dito que o decreto de desapropriação "é apenas um instrumento de pressão". E Amastha continua: "Você me acerta a vida e a gente levanta imediatamente".

Ora, ora!!! Amastha não foi condenado a nada. As circunstâncias políticas e os fatos indicariam maior prudência do ex-prefeito. Até em favor do seu pre-candidato, o vereador Tiago Andrino.

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