Sábado, 24 de Out de 2026

Dúvida de Janad caso convidada para Secretaria de Educação seria igual à do sapo descoberto no violão do urubu na festa no céu: não me jogue na água não!!!! Por Deus!!!

03/11/2021 1817 visualizações

A jornalista Roberta Tum expôs na segunda especulações de bastidores (que intui-se oriunda no ambiente parlamentar ou na prefeitura) sobre a possibilidade da presidente da Câmara de Vereadores, Janad Valcari, assumir a Secretaria de Educação do Estado. No meio político municipal, a questão é fato. Conversam a sério sobre a dúvida (mais que sobre certezas) que seria originária da possibilidade e por ela própria  impulsionada.

O buxixo teria como pano de fundo o cargo de presidente do Legislativo para o qual Janad foi eleita por dois anos (até o final de 2022) que, vagando, provocaria uma nova eleição na presidência, como estatui o regimento interno, no prazo de cinco dias.  Janad fora, eliminaria, por gravidade, um dos torniquetes na administração Cínthia Ribeiro.

Ou seja, Janad poderia ter dúvidas (no caso de convidada) em optar por um dos cargos: presidência do Legislativo ou Educação. Situação que, impulsionada por vereadores (interessados na disputa e portanto na renúncia) a tornaria refém do cargo na Câmara.

Janad, como é público, é aliada de Wanderlei Barbosa e foi ali “colocada” pelo vice (e atual governador interino) para angariar ativos e disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Não tinha expertise política nenhuma como ainda está a demonstrar depois de quase um ano no cargo.

Não é demérito algum Wanderlei ter lhe dado apoio. É fato corriqueiro na política buscar alternativas e novas lideranças em potencial. Expandir aliados com ativos político-eleitorais. E Janad era uma representante corporativa da educação. Queiram ou não, teria lá seus apoios no  alunado e nas empresas do ramo onde atua. Comprovado na sua própria votação que lhes concedeu mandato de vereadora.

Wanderlei (como apontei aqui à época) convenceu Marilon Barbosa (que tinha condições legais e eleitorais para uma reeleição na mesa diretora) a abrir mão da disputa, com a garantia de que Janad o apoiaria em janeiro de 2023 (ouvi isto do próprio vereador) na volta ao cargo. Não deve ter sido uma conversa muito amena, dado que Marilon é mais velho do que Wanderlei. Mas prevaleceu o grupo familiar.

Agora vamos à dúvida numérica eleitoral: Janad na presidência da Câmara tem obtido mais desgastes do que ativos. Ainda que se movimente na mais absoluta boa fé, a forma não a ajuda. Age como se fosse uma bedel de vereadores e prefeita, desconsiderando competências constitucionais e, não raro, até regimentais.

Evidente que o espaço político na Capital é mais limitado do que no Estado. Tanto pelo número de eleitores quanto pelas demandas que, no fundo, representam argamassa eleitoral.

No Estado, Janad administraria cerca de 500 escolas (meia centena delas de tempo integral), 126 mil alunos matriculados na rede estadual (um contingente só na Educação de 600 mil eleitores, nas estimativas IBGE/Justiça Eleitoral).

Só na educação básica (escolas públicas e particulares) são 1.596 estabelecimentos (Anuário Brasileiro de Educação) e 392  mil alunos. Um contigente cuja maioria segue diretamente as orientações da Educação estadual.

Um orçamento anual de R$ 1,5 bilhão (2021), só menor que os R$ 1,7 bilhão da saúde. Contra os R$ 32 milhões de orçamento da Câmara Municipal da Capital.

E nos 139 municípios (a Seduc tem células em todos eles) mais de um  milhão de votos (1,035 milhão/2020). Um território mais expandido do que os 180 mil (2020) de Palmas.

De forma que os cinco meses até abril (prazo de desincompatibilização de secretários) seriam mais vantajosos do que a desnecessidade de deixar o cargo de vereadora (presidente da Câmara) para disputar mandato de deputada federal em 2022.

E, por óbvio, Janad teria mais afinidades com Educação (é proprietária de escola) do que com indiossicrasias políticas do Legislativo, como é notório na sua movimentação.

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