Sábado, 24 de Out de 2026

Dupla eleição, como esperado, começa a mostrar-se ruim a Wanderlei. Leo não pode ser candidato ao governo e Wanderlei não tem processos que o ameacem no cargo. Ou seja, a tática dará mesmo é desgaste político aos governistas

02/02/2023 600 visualizações

A eleição do deputado Leo Barbosa para a presidência da Assembléia Legislativa de 2025 as 2026 provocou nos eleitores o debate sobre a linha de sucessão, numa eventual renúncia de Wanderlei Barbosa ao cargo de governador.

Vamos lá!!! Primeiro, é esperar o resultado da judicialização da dupla eleição que é explicitamente inconstitucional. O PSB já informou que vai protocolar uma ADPF no Supremo.

Leo Barbosa é um político promissor. Tem origem e carisma. Na segunda eleição estadual que disputou já obteve a maior votação para estadual.

Não há dúvidas de que os políticos talhados nos Sales e Castro (Fenelon Barbosa/prefeito de Taquaruçu e Palmas/Marisa Sales/vereadora e João Comprido Castro/Maria Rosa/Antônio Comprido/prefeito de Porto) elaboram com rapidez um grupo político forte.

Não só pela força do governo, mas pela substância familiar e política que o siqueirismo, muito esperto, tentou fazer desaparecer nas últimas três décadas, justamente pela curraleirice telúrica, um obstáculo à sua narrativa egocentrista e carregada de verdades alternativas de maior político do Estado e seu criador, como se não houvesse líderes antes de seu protagonismo na instalação. E não na criação, como a história verdadeira registra. 

Ontem mesmo na posse dos deputados e eleição da mesa diretora, onde perfilaram governador pai e presidente interino da mesa, o filho, dos Barbosa Sales e Castros, Siqueira quase centenário rugiu com um respresentante que não quis o papel de figurante, como o ex-governador.

E pronunciou um discurso fora de dia e lugar, dada a inexistência de razões para sua presença e discurso. Na mais eloquente representação do que pensa Siqueira e ensinava a seus aliados: o leão tem que rugir mesmo sem dentes. Como se cavalcantes continuassem cavalcantes e cavalgados, cavalgados.

Mas a dupla eleição é um equívoco desnecessário ao grupo porque não lhe acrescenta. Isto porque Leo poderia ser eleito daqui a dois anos, no mesmo governo e legislatura. Esgrimir tranquilidade a Wanderlei (pelos processos a que responde Mauro Carlesse) é uma abstração.

E aí a segunda premissa: Leo Barbosa, no caso da vacância do cargo de governador (Wanderlei) e do vice (Laurez) assume o governo (como segundo na linha de sucessão). Mas atenção: apenas para convocar nova eleição da qual, pela lei, não pode participar.

Por causa disso aqui!! No artigo 14, § 7º da Constituição Federal, o texto diz que: “são inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.”

No juridiquês: : “a sorte do cônjuge segue a sorte do titular, de quem é parente”. Ou seja, Leo Barbosa representaria um terceiro mandato que a lei não permite.

Daí sobra o último raciocínio: melhor, mais plausível e seguro a Wanderlei seria renunciar e deixar o vice Laurez Moreira assumir o governo e disputar a reeleição. Aí sim poderia, já que para Laurez o atual cargo (que ocupa pela primeira vez) não o proibiria de disputar reeleição.

E aí era só Wanderlei escolher o companheiro de chapa  para o Senado um aliado que as atuais circunstâncias e movimentações políticas concorrem para ser o senador Eduardo Gomes, da mesma base bolsonarista

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