Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Dualismo da alienação: Bolsonaristas vão às ruas em defesa das peripécias de Moro e se igualam aos petistas que vêem em Lula um beato santificado!!!

luizarmandocosta 30/06/2019 1138 visualizações

Estão programadas manifestações neste domingo em defesa de Jair Bolsonaro e do ministro Sérgio Moro. Na semana em que o IBGE registrou a inércia da queda da popularidade e da aprovação do governo do presidente do PSL.

Manifestações são exercícios democráticos. O problema é o objeto e a forma como se dão. Dias atrás, bastou-me compartilhar uma meme numa rede social para um batalhão de bolsonaristas apontarem-me como adversário de Jair Bolsonaro e, portanto, condenado ao linchamento público. Pior: um petista, comunista.

Os petistas que acompanham este blog devem ter dado risadas. Poderia até sê-lo, mas para os bolsonaristas, deveria pedir-lhes permissão. Se não posso compartilhar um meme, como poderia ter uma ideologia diferente dessa direita burra e alienada que agora se apresenta?

Direitistas e esquerdistas, progressistas e conservadores existem desde que o homem começou a pensar. A diferença são os princípios. Nos países civilizados, alternam-se no poder. Mas se um deixar de existir, tem-se uma ditadura, o totalitarismo, de direita ou de esquerda. Ambos contrários à liberdade do cidadão.

Nas democracias o racional seria a população se manifestar a favor do estado democrático e de direito e não contra sua regular aplicação. Seria uma defesa de suas próprias liberdades individuais.  Bolsonaro, por força desse direito e dessa liberdade democrática,  foi eleito com uma votação respeitável e, passada a eleição, seria sua obrigação governar e unir os brasileiros. Governos passam, a população fica.

Mas em seis meses só tem produzido crises. E elas não tem origem em uma oposição parlamentar no Congresso ou nas ruas. A vida das pessoas continua, o desemprego que não diminui, a economia indo para o buraco, países ameaçando não comprar produtos brasileiros e por aí vai.

A defesa dos crimes praticados pelo juiz Sérgio Moro na Operação Lava-Jato que agora vem a público ( e dos quais se beneficiou Jair Bolsonaro que colocou Moro, assim, ministro da Justiça) ademais,  não diferencia em nada daquela  que os petistas fazem da roubalheira de Lula ou do que os tucanos apreciam nos roubos de FHC, Aécío Neves, José Serra e companhia ilimitada. Paulo Preto está aí  a acentuar Delúbios, Vaccaris e Queirozes.

É claro que juízes não podem associar-se a acusadores contra acusados. O Código Processo Penal não comporta questionamentos. Aos que tem dúvidas, coloquem-se no lugar dos condenados ou das vítimas do método.

Art. 254. O juiz dar-se-á por suspeito, e, se não o fizer, poderá ser recusado por qualquer das partes:

IV - se tiver aconselhado qualquer das partes;

Art. 564 – A nulidade ocorrerá nos seguintes casos:

I - por incompetência, suspeição ou suborno do juiz:

O vazamento das conversas indecentes e imorais por parte de juiz e procuradores federais, armando situações e estuprando a lei processual para o fim específico de condenar uma pessoa, como tática de uma estratégia maior de solapar a democracia a partir de um projeto político de poder forjado dentro do Judiciário,  é um escândalo mundial, ainda que os bolsonaristas vejam a terra plana e sem essa de globalização.

Situação que mereceria manifestações pela sua apuração. E não por sua negação política como caso de polícia que é.

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