A senadora Dorinha Seabra (UB) age correto ao procurar entendimento com deputados estaduais.
Busca recolher a âncora lançada por Wanderlei Barbosa no Legislativo pós-retorno ao governo.
Wanderlei optou por isolar metade da Assembléia Legislativa por supostamente apoiar impeachment que sequer foi colocado em pauta.
Deve, entretanto, o não impeachment justamente à omissão comissiva dos parlamentares.
Um movimento parecido com o isolamento do vice, Laurez Moreira, por suposição de traição.
E que fez do seu afastamento (por decisão do STJ), paradoxalmente, fundamento à traição que deveras imaginava.
Muito embora ele (o afastamento) somente ocorresse dois anos após o suposto prenúncio e declaração da infidelidade.
Levando à inversão de resultados e avaliação do afastamento. A suposta traição seria consequência ou causa do racha voluntário antecedente do Governador.
Equívoco político que o levou a transformar uma sucessão tranquila e uma eleição ao Senado garantida no isolamento atual (e falta da opção), com a entrega do comando político do grupo palaciano.
Num ano em que para o candidato do governo não seria a melhor estratégia espanar aliados. E sim fortalecer os laços que ainda poderiam religá-los.
Dorinha, assim, segue religiosamente (tentando o "religare") naquela: diga aonde você vai, que vou varrendo.


