Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Dois princípios em um só dia: Cínthia lança Saúde Metropolitana para 36 cidades, com recursos municipais e emendas de Mantoan e governo autoriza estudos para parceria privada no Hospital de Araguaína

07/06/2024 658 visualizações

Duas propostas, dois princípios. A prefeita Cínthia Ribeiro lançou ontem o programa Saúde Metropolitana.

O programa é tão simples que pode dar certo: 35 prefeituras do entorno de Palmas (mais a prefeitura da Capital) formam um grupo para dividir despesas, receitas e atendimento na saúde pública. Uma população somada na faixa de 700 mil pessoas. Ou: 46% da população do Estado.

E, tudo indica, obteve aceitação com a grande participação ontem de prefeitos e vereadores. Seria apenas uma administração diferente, mas mais assertiva, dos recursos públicos e por profissionais públicos.

A Prefeitura de Palmas disponibiliza o convênio com o Hospital e Maternidade Padre Luso (e conveniados particulares do SUS), o futuro Hospital Municipal de Palmas e as UPAs para atender as prioridades municipais de atenção básica, média e alta complexidade.

E os municípios entram com a sua parte do SUS, somada à contrapartida municipal que será adicionada com verba (R$ 2 milhões) de emendas do deputado Eduardo Mantoan. Simples e prático assim.

Mas que faz uma grande diferença à população que depende do serviço público de saúde e que abarrota o HGP. Um programa de natureza continuada e que qualquer prefeito que for eleito teria dificuldades para não continuá-lo em sua gestão.

Outro princípio foi posto também ontem. O governo publicou ontem decreto (6.800/24) abrindo a possibilidade de uma parceria público privada no Hospital Regional de Araguaína. Determinou estudos.

O HRA  já recebeu recursos de mais de R$ 120 milhões em um ano (dados do próprio governo). E é um dos beneficiados com recursos de empréstimos com o Banco do Brasil.

Programas de Parceria Privada, são, na verdade, uma espécie de privatização, não à toa são tratadas como investimento.

A priori, diferencia-se de convênio com entidades como Oscip Brasil ou ASM (tão comuns no Estado) quando o governo apenas paga pelos serviços.

Se der certo em Araguaína, não seria implausível o governo voltar os olhos para o HGP. Ali já esteve o Pro-Saúde.

E olha que o expediente tem sido refutado em Estados com igual tentativa. No Congresso, apesar dos lobbyes privados, o assunto cheira mal.

É assunto que,em tese, promoveria discussões no Legislativo estadual. Mas as teses estão aí até as antiteses.

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