Deveria envergonhar o superintendente do Dnit no Estado, Eduardo Suassuna, as condições da rodovia BR-153, entre Aliança do Tocantins e Gurupi. O Superintendente tem voz de comando no órgão há pelo menos dez anos. Uma indicação política, evidentemente, que tem dificuldades, ´também políticas, para dar condições de trafegabilidade na principal artéria do Estado por onde trafegam oito mil veículos por dia, sendo 40% de veículos de carga.
A situação contrasta com os investimentos anunciados no ano passado pelo Dnit na BR-153 no Tocantins, orçado à ordem de R$ 142 milhões, como divulgado pelo próprio orgão. O resultado, entretanto, é risível: o número de cratera no trecho entre Aliança e Gurupi é inominável.
Entre 18 horas e 21 horas de ontem, somente neste período, contei duas dezenas de veículos quebrados na beira da rodovia, com pneus estourados e rodas quebradas pelos buracos da pista. Famílias inteiras à espera de socorro para continuar a viagem. Justamente no período de carnaval.
Borracheiros consultados disseram que chegam a atender às vezes uma centena de motoristas, especialmente no período noturno e em feriados prolongados.
Uma esculhambação com os recursos públicos e com a população. Não é preciso muito raciocínio para fazer conexão entre os buracos da pista e o aumento do número de acidentes com vítimas fatais, num trecho já conhecido como da morte.
E pior é que, por ser rodovia federal, o governo do Estado não pode interferir. E os deputados federais e senadores, responsavéis pela indicação do superintendente e pela cobrança de serviços e verbas federais estão se lixando: tem seus próprios aviões e grana para seguir, com segurança, a seus destinos.


