Tentando colocar ordem no debate. Sei que é difícil separar, mediante a enxurrada de grana despejada pelo PL na campanha de prefeito de Palmas, os integrantes da folha daqueles que se movimentam por ideologia. Ou simplesmente impulsionados por obra do acaso.
Divulga-se desde ontem não só os números, mas análises sobre a Pesquisa Ipespe/Fieto (divulgada ontem). A conclusão dos influenciadores é que há a possibilidade de Janad Valcari levar no primeiro turno.
Ora, ora... Pelo que se sabe, a possibilidade existe desde o registro da candidatura. Bem como dos outros também. O correr da campanha aumentou as probabilidades. E não possibilidades. Ou estou enganado?
Agora vamos sobre as probabilidades! E qual a base: os números da estimulada(pesquisa no Portal da Fieto) que dariam a Janad 50%, contra 27% de Eduardo e 19% de Geo. Lúcia Viana 1% e 4% não saberiam, não responderam ou anulariam os votos.
Considerados apenas os votos válidos a pesquisa indicaria 52% para Janad, 28% para Eduardo e 20% para Geo. A margem de erro é de 3,5%.
Como se vê, a probabilidade de decisão no primeiro turno, deveria ser alertado o eleitor e leitor, se daria de igual modo quanto a probabilidade de ir para o segundo turno.
Ainda que na intensidade tivesse diferenças métricas. Aí a vantagem da candidata do PL é indiscutível. Mas possibilidades são iguais.
A um dia das eleições, entretanto, com tais variantes, afirma-se só a primeira premissa. Um empurrãozinho explicitamente alienado.
Daí a forma quase envergonhada como se divulga o “troço” melhor encaixada na fala de um militante do que de influenciador ou cientista político o que seja.
Vamos à matemática simples: contra os 50% da intenção de Janad, Eduardo, Geo e Lúcia somariam 47%. Ocorre que a margem de erro é de 3,5%.
Ou: Janad poderia, pela mesma pesquisa, ter 46,5%. Ou 53,5%. E os três 50,5% ou 43,5%. Mas tem ainda aqueles 4% que não sabem, não responderam ou podem anular seus votos.
A conta pode ser feita nos votos válidos também. A constante é a mesma: 3,5% para mais ou menos. E as possibilidades ocorrem de ambos os lados: fifty-fifty, como diria o norte-americano.
E ainda tem o efeito onda: a amplificação da pesquisa provavelmente não chegará a tempo de modificar o resultado de amanhã, certamente o objetivo da utilização caolha dos números, que não tem nada de cega do ponto de vista eleitoral.
Ao contrário da lista de acusações contra a candidatura do PL nos últimos dias e que tem mais tempo de difusão.
Aliás, o Ipespe deveria ter sido mais prudente como o é seu proprietário, o cientista político Antônio Lavareda.
Não é segredo nenhum que estaria prestando assessoria técnica na campanha dos candidatos aliados do PL em cidades do Estado. Dentre elas na disputa pela prefeitura de Palmas.
Ou seja, o Ipespe traça estratégia de campanha e faz a pesquisa sobre a campanha que auxilia, onde as pesquisas tem o poder de influenciar nos votos.
A Fieto, que contratava a cada eleição o Vetor, tudo indica, teria contratado, por força maior, o Ipespe antes do acerto de assessoria da empresa com o PL.
A candidata do PL, Janad Valcari, assim como o partido tem seus méritos na campanha eleitoral. Mas vamos lá: menos, menos.
Com tudo que se tem visto, a campanha de Palmas retrocedeu especialmente na estratégia anacrônica e muito peculiar de recrutar apoios e que o Poder Judiciário e o eleitor dirão sobre sua validade.


