O senador Eduardo Gomes (MDB/TO) inicia a semana com menores chances de disputar a presidência do Senado do que na semana passada. E não por sua articulação (ou falta dela), mas pela desarticulação do seu partido que se apresentou dividido com pelos menos cinco candidaturas expostas. Pode mudar ? Pode!!! Mas com muito trabalho e outras "cositas" mais.
O MDB, aliás, nunca deixou a natureza camicase do MDB. Opera contra Eduardo também o fato de ser o líder do governo no Congresso. Ainda que quatro dos possíveis postulantes do partido ao cargo também sejam dados como alinhados ao governo.
A entrada na disputa do DEM e do PSB (mais coesos) eleva o grau de dificuldade dos candidatos do MDB, que tem treze senadores, cada um puxando para seu lado e dividindo. Diferente dos partidos de Kassab e Alcolumbre que podem seguir o indicativo partidário.
O problema do DEM e do PSD é que já demonstraram querer disputar a Presidência da República em 2022, contra Jair Bolsonaro, no que podem provocar reação do presidente para interferir na votação. E aí Gomes teria, assim, de volta a possibilidade de disputar, com êxito, o cargo.
Ainda que no Senado, em função do número de parlamentares (81) uma maioria seja tão difícil quanto fácil ao mesmo tempo. Fácil porque um menor número de senadores a serem convencidos. E difícil porque os senadores tem a consciência plena da importância (e do valor) de cada um de seus votos na eleição na Casa. Pura lei de mercado, produto, oferta e procura. Quanto menos carne, mais elevado o preço. E, portanto, mais difícil.
É provável, por outro lado, que Eduardo esteja refletindo se o cargo de presidente do Senado (com suas atribuições e compromissos) seria compatível com sua pretensão de disputar o governo daqui a dois anos. Situação que exigiria uma maior articulação nos municípios que necessitam de disponibilidade temporal para aumentar sua capilaridade eleitoral.
Muitos políticos do Estado já caíram em desgraça por justamente escolher, em primeiro plano, as questões nacionais às regionais. Pensar globalmente sem atuar localmente.


