Metade dos Estados brasileiros optaram por suspender o ponto facultativo da segunda e terça-feira de carnaval. A decisão, diz-se, seria profilática: reduzir as possibilidades de aglomeração das pessoas na pandemia.

No Tocantins o governo também o decretou. A idéia é refrear que os 50 mil servidores públicos estaduais iriam para as ruas onde a maioria, com ou sem decreto, já está. O funcionalismo representa algo próximo de 3% da população do Estado.

Independente de decreto (ou de carnaval) o índice de isolamento no Tocantins ontem era de 48%. A melhor taxa em dez meses. Era, por exemplo, 39,2% no sábado e 33,5% na sexta. Há três meses o Estado registra o pior isolamento social do país.

Pela média dos últimos três dias, apenas 40% cumpriam as regras de isolamento. Ou seja: 943 mil pessoas já estavam nas ruas com ou sem decreto de cancelamento de ponto facultativo quando já existe um decreto (de calamidade) que proíbe aglomerações. Os 50 mil servidores representariam supostamente uma redução de 5,3% destes que não estão nem aí para o vírus.

O covid-19 preocupa, sim!!! Mas cancelamento de ponto facultativo no carnaval aparenta, como é notório, apesar de boas intenções, produzir resultados mais políticos do que sanitários. Nos últimos dois meses contaminação e óbitos tem aumentado de forma acelerada, apesar do discurso oficial de controle.

De 30 de novembro a 31 de dezembro foram 8.726 novos casos e 70 óbitos. De 31 de dezembro a 31 de janeiro, 11.959 contaminados a mais e outras 148 mortes. Já de 31 de janeiro a 7 de fevereiro (uma semana) os novos casos foram 2.185 com 37 óbitos.

Ou seja, em janeiro registrou-se um crescimento nos casos da ordem de 37% em relação a dezembro do ano passado. E 111% no número de mortos. Situação que não se controla tentando apenas confinar cerca de 50 mil funcionários públicos estaduais por dois dias.

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