Os valores repassados pelo governo do Estado aos municípios (recursos originários do Ministério da Saúde) guardam, pelos critérios da legislação, avaliações controversas.
Os dados são de 13 de julho e o governo os trata como para combate ao Covid, ainda que destinam ao Programa de Atenção Básica e ao Teto MAC (Média e Alta Complexidade).
Foram repassados (seguindo as portarias 774, 480 e 1.666/2020, do Ministério da Saúde) aos municípios pelo governo do Estado R$ 124 milhões e 696 mil.
Diretamente ao governo, o Ministério repassou R$ 92,2 milhões. Destes, R$ 76 milhões para custeio e R$ 16 milhões de emendas de bancada.
Dos R$ 124 milhões destinados aos municípios, a repartição sugere distorções ainda que o critério seja universal: número de população e contaminados.
Por exemplo, a cidade de Sítio Novo (Bico) recebeu R$ 1,184 milhão.Como registava (na data)136 casos, foram R$ 8.713 para cada caso. Já Taguatina (Sudeste), teve R$ 1,166 milhão do Ministério. Como só tinha um caso registrado, foram R$1,166 milhão por caso. Palmas, por outro lado, recebeu R$ 12,1 milhão, o equivalente a R$ 4.144 para cada um dos então 2.938 contaminados.
Já Araguaina recebeu R$ 10,5 milhões. Signficaria R$ 2.097 para cada uma das 5028 pessoas contaminadas na data da divisão dos recursos. As distorções seguem em praticamente todos os 139 municípios do Estado.
Como é notório, municípios com poucos casos tem dinheiro a mais que aqueles que enfrentam o crescimento exponencial dos casos.


