A campanha eleitoral em Araguaína já está nas ruas. O deputado Jorge Frederico deitou o sarrafo ontem no prefeito Wagner Rodrigues, natural candidato à reeleição.
Jorge Frederico é tido, no círculo próximo ao Governador, como o candidato de Wanderlei Barbosa na cidade. Não por menos: Frederico é do Republicanos. E foi o deputado estadual com maior votação naquela cidade no ano passado: 14,44% dos votos.
O Republicanos é presidido no Estado pelo próprio Wanderlei que tem comandado nos últimos dias uma intensa campanha de regularização de comissões provisórias municipais. E isto tem finalidades próprias.
Já Wagner Rodrigues é filiado ao PDT, partido do vice-governador Laurez Moreira. Ou seja, a “chapa majoritária de 2022” pode não se repetir nas municipais do próximo ano.
Evidentemente, um atrito entre os dois beneficiaria o prefeito no cargo. E isto poderia até explicar a ação de Jorge Frederico ontem como uma reação às movimentações de Wagner para estabelecer uma guerra de posições.
E que se funcionaria a curto prazo, explodiria, a longo prazo, uma aliança que tem até aqui beneficiado o PDT que nunca teve o prestígio como o tem agora quando divide o governo com o Republicanos. Com possibilidade de assumir o governo na renúncia do titular para disputar novo mandato.
A “encrenca” é somatizada com a situação de Gurupi. Ali, ainda que o neguem, continua no páreo o deputado Gutierres Torquato, que é do PDT (a terceira maior votação para deputado estadual na cidade no ano passado: 9,48% dos votos). E foi o candidato de Laurez Moreira nas eleições de 2020, sendo derrotado por Josi Nunes que tem mantido um bom relacionamento com Wanderlei Barbosa.
Como é óbvio, tanto Wanderlei quanto Laurez precisam aumentar a musculatura de seus partidos e da aliança. Disto dependeria, por lógica, as eleições de 2026
Isto quando Wanderlei pode renunciar para disputar o Senado e Laurez, primeiro da linha de sucessão, assumirá o cargo com direito a candidatar-se à reeleição.
Ou seja, PDT e Republicanos terão que encontrar uma saída satisfatória no segundo e terceiro maiores colégio eleitorais do Estado onde os dois partidos já tem adversários de sobra. E com competitividade.
É ver como se comportarão as abóboras na carroceria deste caminhão que segue em alta velocidade, do ponto de vista administrativo e fiscal. E apoio popular, como revelam as pesquisas.


