Caros. Há mais de mês cito aqui o silêncio da senadora Kátia Abreu, presidente regional do PP, sobre a candidatura do ex-senador Ataídes Oliveira.
Ataídes foi adiante. Não se sabe se teve ou não o apoio da parlamentar. Até aqui. A intervenção informa que não.
Antes, é preciso anotar: na sua filiação ao PP, Ataídes anunciou que seria candidato a prefeito. Isto em abril deste ano. Há cinco meses, portanto. O partido não disse nada.
O partido poderia, também, não concordasse, impedir, juridica ou politicamente, a convenção que referendou Ataídes candidato.
Conclusão óbvia: faltou política a Kátia Abreu e Ataídes. Sem prejuízo do raciocínio, colocado pelo ex-senador, que o partido tivesse sido cooptado, de forma ilegítima, pelo PSB de Carlos Amastha e Tiago Andrino. E que não creio. Faltou, na verdade, política.
Ainda que Kátia Abreu, Irajá Abreu, PP e PSD (anunciados hoje no palanque de Tiago/Amastha), sempre estivessem próximos do PL e do PSB com que conversavam há pelo menos dois anos. Ataídes entrou depois.
Detalhe: Carlos Amastha rompeu com Kátia Abreu (ou vice-versa) porque Amastha teria entregue à Senadora o cargo de vice-prefeito na chapa (ocupado depois por Cínthia) e esta teria indicado o então vereador e filho, Iratã Abreu.
Indicação refutada de pronto pelo então prefeito candidato à reeleição, como disse ao blog à época. Amastha aceitaria qualquer um, menos um parente da Senadora. A Senadora bateu o pé e deu Cínthia, candidata que hoje irá combater na frente pró-Amastha/Tiago Andrino.
De outro modo: Amastha continua no mesmo lugar. Kátia, não. Ou seja:o ex-prefeito continua conseguindo o que quer e com a mesma estratégia política que, em tese, não teria mais resultado nos velhos políticos. De adversária, quatro anos depois, Kátia é aliada e, pior, sem lugar na chapa majoritária. Amastha impôs-lhe, pelo que as circunstâncias e premissas orientam sob a égide da lógica e razão, o papel de coadjuvante útil.


