A senadora Kátia Abreu chamou coletiva de imprensa na Capital para o final da tarde desta quarta. De acordo com a assessoria, a Senadora anunciará novas adesões importantes à sua campanha de reeleição. Aventou-se ontem a possibilidade do empresário Gil Barison (UB) apoiá-la, numa versão Valdemar Jr de Dorinha. A ver. Kátia reverteu em um mês, tudo indica, os prejuizos que lhe foram causados pelo filho, Irajá Abreu, candidato ao governo. Tudo é possível.
A desistência do empresário Gil Barison de disputar o cargo de deputado federal pelo União Brasil, entretanto, joga lenha na na fogueira da candidatura da deputada Dorinha Seabra ao Senado. Ao justificar falta de apoio e descumprimento de acordos pela direção nacional, o agora ex-candidato fez emergir outros problemas do União Brasil. Um deles com o deputado Carlos Gaguim que se vê diante do risco de não ser reeleito em função de problemas de articulação do UB.
Nos bastidores corre como rastilho de pólvora os problemas de Carlos Gaguim em Araguaína, onde a campanha de Dorinha teria tentado fazer Lazaro Botelho desistir em favor de Carlos Gaguim, no que teria sido refutado peremptoriamente por Walderez Castelo Branco. E estaria investindo em outros candidatos. A principal alegação é falta de dinheiro e que a direção nacional do UB tivesse descumprindo compromissos.
Não é de todo verdade. Na prestação de contas no TSE, entretanto, o União Brasil já teria passado R$ 5 milhões para a campanha de Wanderlei Barbosa. E R$ 2,8 milhões para a campanha de Dorinha. Gil Barison, que desistiu dizendo ter pesquisas que o colocavam na terceira posição, teria recebido, pelo TSE, apenas R$ 300 mil do UB e Carlos Gaguim R$ 2 milhões (98,73% de todas receitas declaradas pelo dedputado) do diretório nacional do União Brasil.
Já Lázaro Botelho recebeu R$ 2,6 milhões do PP de Kátia Abreu. Mesmo valor (R$ 2,6 milhões) entregues pelo PP ao deputado Vicentinho Junior, candidato à reeleição. Valores maiores daqueles que o UB repassou a Carlos Gaguim na reeleição.
Como se percebe, tanto o PP como o UB tem seus preferidos com os problemas que os acompanham. A lógica indica que na balança de perdas e ganhos, essa confusão beneficiaria por gravidade a senadora Kátia Abreu, dado que o PP seguiria junto, com o UB dividido nestes termos e aparentemente mais preocupado, do ponto de vista político e financeiro, com a eleição de Wanderlei Barbosa do que com os proporcionais que lhes dariam suporte no Congresso.


