Os políticos transformaram sua indisposição para o trabalho produtivo num mantra: os governos só começariam a funcionar depois do carnaval. Obviamente que um anacronismo pois já tem duas férias por ano, nos recessos de julho e janeiro.
No Estado, o governo aproveitou o cansaço de momo para publicar uma retificação no seu balanço de 2019 que já tinha sido oficializado no Diário Oficial no dia 30 de janeiro, como determina a lei.
Alí, agora, é possível notar, dentre outras, uma pequena mas relevante alteração. Na republicação da última sexta, o Palácio registra o montante de R$ 1 bilhão e 810 milhões nas disponibilidades de caixa líquida.
O valor publicado na última sexta é 22% superior aos R$ 1 bilhão e 482 milhões de disponibilidade de caixa líquida apontados no balanço publicado no dia 30 de janeiro. Mais R$ 328 milhões de disponibilidade de caixa líquida.
Já nas disponibilidades de caixa bruta, entre 30 de janeiro e 21 de fevereiro, ele fez uma correção de R$ 461 milhões: passou de R$ 5,348 bilhões para R$ 5,809 bilhões. Um acréscimo de 8,5% mas mantendo o mesmo valor das obrigações financeiras de um no outro.
A correção, tudo indica, não é produto do acaso.
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