O ex-senador Ataídes de Oliveira (NOVO) tem exagerado na retórica contra colocados adversários à sua pré-candidatura.
Ataídes parece encarnar o oportunismo, imbecilidade e indigência de Romeu Zema, o líder do seu partido.
Entre a prática do ex-senador até aqui e a retórica que o pré-candidato tem empregado na pré-campanha, há um abismo que só ele mesmo para ultrapassá-lo e vencê-lo. Quem sabe, demonstrá-lo.
O ex-senador foi a um programa de tv acusar (sem qualquer demonstração fática) a teoria de que se a senadora Dorinha Seabra vencer as eleições, o governador será o marido, ex-vereador Fernando Rezende.
Pode-se até compreender – ainda que com provas inexistentes até este ponto – que conversas de boteco favorecessem ilações.
Mas postas por um ex-senador, sem comprovação, passa da simples maledicência à irresponsabilidade política.
E se está falando de R$ 20 bilhões, o orçamento do Estado. Um PIB de 70 bilhões e 900 mil no cadastro único do governo federal, 600 mil dependentes do Bolsa Família.
Dorinha foi deputada federal de três mandatos e agora senadora. Representação das urnas. É uma liderança nacional, não só do seu partido. Mas do Congresso. E não se tem conhecimento de desvios de conduta.
No popular, Ataídes atira no próprio pé com a estratégia. É provável que a premonição contra Dorinha não lhe acrescente mais votos.
Ataídes, por sinal, não ganhou uma eleição sequer desde que entrou na política. Carece-lhe uma reflexão mais consistente.
Foi guindado a senador por cinco anos com a morte de João Ribeiro de quem era suplente (eleições 2010). O eleitor escolheu o João da Farmácia.
Em 2010, naquele mesmo ano, a senadora Dorinha Seabra foi eleita deputada federal com 38 mil votos. Reeleita em 2014 com 41 mil votos (quando Ataídes teve apenas 24 mil votos para governador).
Em 2018, Dorinha Seabra teve 48 mil votos e foi reeleita para deputada. Ataídes disputou o senado e foi a 5ª votação para duas vagas.
E por último (2022), Ataídes saiu das urnas com 69 mil votos para senador. Dorinha Seabra foi consagrada com 395 mil sufrágios do eleitor do Estado.
Comparados, os espólios de um e de outro refletem não só uma equação numérica, portanto.















