Na disputa interna entre PT/PT e PT/Bolsominion parece ter prevalecido o PT/PT na definição do novo superintendente regional do Incra no Estado.
Uma mera disputa que se resumiria nos cargos já que nesta terça, petistas e bolsonaristas se unem pela PEC que anistia partidos políticos que descumpriram a lei nas eleições do ano passado e anteriores.
O perdão faria com que as legendas com irregularidades não precisassem devolver recursos públicos que têm em seus cofres.
Ou seja: os deputados e senadores que fizeram a lei regulamentando as eleições agora irão mudar a Constituição para anular punições a quem as teria descumprido.
Um consenso que se mostraria próximo do anacronismo da direita, atrairia, também, a unanimidade da esquerda que o tem como inimigo a ser combatido em favor da moralidade.
Portaria 283, de 10 de maio último, assinada pelo presidente nacional do Incra, César Schiavon, nomeia o agente pastoral da CPT e presidente do partido em Araguaína, Edmundo Rodrigues, como novo superintendente do Incra no Tocantins.
Edumundo foi indicado ao cargo (ofício encaminhado à Presidência da República/Secretaria Geral da Presidência) no dia 20 de março por uma dezena de movimentos, dentre eles o MST, CPT e Cimi. Entidades capitaneadas pelo ex-deputado federal Célio Moura, com o apoio da senadora Dorinha Seabra (União Brasil).
O grupo se sobrepôs à indicação do presidente regional do PT, ex-deputado Zé Santana, que, com os deputados federais Antônio Andrade, Ricardo Ayres e Alexandre Guimarães, todos do Republicanos, defendiam o nome do vice-presidente regional do PT, Diogo Montelo, para o cargo.


