O governo segue sua própria narrativa quando deveria mostrar-se transparente à população e aos setores econômicos.
Mauro Carlesse, anuncia o Palácio, esteve ontem em Brasília (DF) atrás de recursos para o Estado. Deve-se elogiar no Governador a iniciativa de não ficar parado observando o circo pegar fogo.
O problema é que da reunião, a propaganda do governo sai amplificando que o Governador teria garantido R$ 500 milhões para investimentos no Estado.
Uma meia verdade. Esse empréstimo ai do Banco Mundial não representa dinheiro novo. O governo cita aditivo como se o banco tivesse aportado mais dinheiro que o já contratado. Aditivo de prazo.
Esse contrato com o Banco Mundial tem quase dez anos. Foi paralisado por diversas vezes por falta de contrapartida do governo. O Banco ameaçou cancelar o contrato no ano passado.
O governo deve ter feito um aditivo de prazo e não de novos recursos. Até porque empréstimos internacionais tem que passar pela aprovação do Senado e da Secretaria do Tesouro Nacional por força da exigência de aval da União, dependente de enquadramento fiscal que o governo do Tocantins publicamente não possui.
Mas o governo sai da audiência informando a garantia de R$ 500 milhões até 2020. É, não deixa de ser. Ainda que só tenha um ano pela frente para executá-lo com as obras planejadas há mais de década.


