O prefeito Ronaldo Dimas nada de braçada: fez duas administrações reconhecidas, mudou a cidade e a oposição não consegue sair do lugar. Resultado: tem tudo para fazer o seu sucessor na prefeitura da segunda maior cidade do Estado.
É um ativo e tanto para Dimas, um engenheiro que não tem maiores problemas na Justiça com acusações de desvio de recursos públicos. E que fez do filho um deputado federal que tem se saído muitíssimo bem avaliado na Câmara dos Deputados.
Dimas divulga nesta quarta o apoio de sete partido que teriam juntos 154 pré-candidatos a vereador. A informação pode ser verdadeira mas incute na população que tivesse, na verdade, 154 candidatos a vereador. Muitos não diferem pré-candidatura de candidatura.
Do ponto de vista legal, se este sete partidos formassem uma coligação com o candidato de Dimas, seria possível a candidatura de apenas 34 destes 154 pré-candidatos. E que se note: a partir deste ano não é permitida a coligação proporcional (chapa de vereadores).
Isto porque a legislação determina que as coligações devem ter direito a um número de candidatos equivalente a 200% do número de vagas a serem disputadas e que em Araguaína seriam 17, o número de vereadores da cidade.
Se cada partido decidisse ter candidatos, apoiar Dimas e não fazer parte da coligação, aí sim o número de candidatos em apoio ao candidato do prefeito seria de 178 postulantes. Muito acima dos 154 que diz poderem apoiá-lo. Mas repito: não pode haver coligação proporcional.
O que empurra a pretensão da coligação para apoios partidários individuais. Mas aí tem o horário político e o fundo eleitoral. Dimas tem portanto a opção de escolhas.


