Sábado, 24 de Out de 2026

Dimas decide-se novamente pelo PL. Justificativa para não acerto com MDB é que não convence ninguém porque inverte a lógica da engenharia que desenhava

28/03/2022 675 visualizações

Obviamente faz parte do jogo, mas essa especulação de que Ronaldo Dimas não teria se filiado ao MDB porque Marcelo Miranda não abriu mão de disputar o Senado tem jeito de mais falsa que nota de 3.

Ronaldo e Marcelo conversavam em Palmas e se reuniram com Baleia Rossi em Brasília (DF) no meio da semana.  

Os emedebistas (que participavam das reuniões) diziam em off que a compensação ao MDB seria suporte à campanha de Dulce Miranda que não tem chapa por enquanto.

A não ser que Marcelo tenha dado um “tilt” (ou Baleia Rossi) à última hora, a briga pelo Senado seria implausível, consideradas as conversações. E olha que um dos pilares de Dimas, o senador Eduardo Gomes, é filiado ao MDB.

O grupo de Dimas e Gomes, entendendo como verdadeira a justificativa, iriam conversar com o presidente nacional do MDB não para negociar cargos ou filiações, mas para demover o MDB nacional da senatória a Marcelo e que o MDB apoiasse o  grupo bolsonarista, sabendo da suposta intenção do ex-governador de não abrir mão do Senado!!

Marcelo, os moradores da Ucrânia e a torcida do Flamengo sabem há muito que a candidata do grupo de Dimas e Eduardo Gomes ao Senado é a deputada federal Dorinha Seabra.

Assim como observaram Dimas ser publicamente ignorado por Jair Bolsonaro (do PL que agora Dimas volta atrás e diz que irá nele filiar, o mesmo que havia dito há duas semanas) na semana passada no Estado.

Como apontei aqui, só a simples possibilidade de negociação com o emedebista na chapa proporcional, tocou fogo no Palácio e deputados aliados para acenos de Dorinha com Wanderlei, sugerindo que a deputada não tivesse lugar na majoritária de Gomes e Dimas.

Não em função de Marcelo, mas da conjuntura circunstancial bolsonarista que provocava insegurança tal como ocorria ao próprio Dimas. Não sem razão, a definição de Dimas novamente pelo PL tenha se materializado na oficialização da filiação de Jair Bolsonaro ao partido.

Isto leva ao raciocínio (aí sim mais plausível) de que Dimas tenha voltado atrás não pela exigência do MDB de Senado a Marcelo. Mas sim receio de que a insegurança do grupo levasse Dorinha (e o União Brasil) para chapa palaciana. O que, na convenção, os modebas decidissem roer  a corda, ainda que Eduardo Gomes e Marcelo Miranda convivam aparentemente em paz partidária.

Aliás, a decisão e as movimentações de Ronaldo Dimas na questão não diferem muito da pré-campanha na eleição suplementar no Estado.

Saiu na frente como pré-candidato (dando um chega pra lá no presidente do PL, então senador Vicentinho Alves) e deixou a candidatura após exigir (e não ser atendido) garantia de candidatura pelo partido (sem convenção) para que pudesse renunciar ao cargo de prefeito no prazo exigido por lei.

Não se sabe se tem essa garantia agora do PL, presidido por Nilmar Ruiz, mas comandado pelo senador Eduardo Gomes, que tem pretensões, sim, de disputar o governo. Só aguarda oportunidade sem dividir o grupo.

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