Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Diferença entre receitas e despesas realizadas no primeiro bimestre é superavitária em meio bilhão de reais. Balanço publicado ontem confirma Comparativo da semana passada e aponta manutenção da inércia fiscal pelo Palácio

30/03/2023 230 visualizações

O governo publicou ontem o balanço orçamentário do primeiro bimestre de 2023. Os números confirmam o Comparativo de Receitas e Despesas previstas e realizadas de janeiro a fevereiro de 2023 do Diário Oficial da semana passada.

Na prática, o Executivo manteve no primeiro bimestre o superávit primário (despesas/receitas) com que fechou 2022. Em dezembro (12 meses de 2022) o governo havia fechado com superávit (receitas realizadas – despesas empenhadas) de R$ 455,4 milhões. (receitas de R$ 15,015 bilhões – despesas empenhadas de R$ 14,562 bilhões).

No primeiro bimestre de 2023, as receitas somaram R$ 2,503 bilhões e as despesas empenhadas em R$ 2,036 bilhões. Um superávit primário de R$ 467,1 milhões.

O atraso na abertura da execução orçamentária possibilitou outros cenários. Se o governo arrecadou de receitas estes R$ 2,503 bilhões, só liquidou R$ 1,680 bilhões. Uma diferença de R$ 823 milhões.

Nos pagamentos, a situação não é diferente: só pagou no primeiro bimestre R$ 1,479 bilhões gerando um superávit (receitas-despesas pagas) de R$ 1,024 bilhões.

Para efeito de raciocínio: o governo federal refez, na semana passada, os cálculos sobre o resultado primário da União. A previsão é que feche 2023 com um déficit primário de 107,1 bilhões, o equivalente a 1% do PIB brasileiro e a 2% do Orçamento Geral da União (R$ 5,1 trilhões). Déficit!!

No Estado, a manter-se o desempenho nestes termos, o governo pode registrar um superávit de meio bilhão de reais em dezembro (numa projeção simples) que equivale a 3,6% do orçamento de R$ 12,8 bilhões esperado para estes ano.

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