Pelo que fez circular ontem o deputado federal Carlos Gaguim, o Tocantins está rico!!! O parlamentar informou que ele (e o senador Eduardo Gomes) tiveram a garantia de que a venda da Eletrobras representará R$ 20 bilhões de investimentos no Estado em 10 anos. De outro modo: R$ 2 bilhões por ano!!!! Ou seja, só da Eletrobras, 20% do orçamento anual do governo. Limpinhos.
E onde? Com a implantação de PCHs, gasoduto, termoelétrica e revitalização do rio Tocantins para ser navegável e utilizado no transporte de cargas e a construção do porto de Paria Norte.
Caros!! A Eletrobras não foi privatizada ainda. Foi aprovada a MP 1031 que dispõe sobre as regras da venda. E no texto não está prevista revitalização do rio Tocantins e sim das bacias do rio São Francisco e de Furnas. E o setor privado já deu início ao porto de Praia Norte. Falta desobstruir o rio (derrocamento) para ter-se a hidrovia e a transformação do lugar em uma ZPE.
Há vontade política de Eduardo Gomes e Carlos Gaguim de integrar o Tocantins na bacia do São Francisco, com a defesa da instalação da Codevasf no Estado. A intenção é louvável: mais recursos. Mas é uma papagaiada porque não se vai mudar o rio Tocantins (e sua bacia) para desembocar no São Francisco.
Sobra, assim, no devaneio do deputado Carlos Garuim para o Tocantins as PCHs (hidrelétricas movidas a gás e óleo). Produzem energia mais cara e detonam os pequenos riachos. No último mês de maio, a Aneel encerrou três delas no Estado. Só no rio Palmeiras (no sudeste do Estado) há oito delas. Até no Jalapão já há PCHs. Elas caminham para as duas dezenas.
São, regra geral, utilizadas como barganha pelo governo federal para cooptar parlamentares. O governo lhe concede a concessão que é repassada a grandes empresários mediante ágios generosos.
Vejam o filão das PCHs no Estado e que estariam em estudo: Manuel Alvinho II, no Rio Manuel alvinho, com potência de 1,26 MW; Cavalo Queimado, Rio Manuel Alves, 1,51 MG: Manuel Alvinho, Rio Manuel alvinho, 2,78 MW; Barra do Mambo, Rio Manuel Alves, 3,61 MW; Rio da Conceição, no Rio Manuel Alves, 3,97 MW; Cachoeira, Rio Inferno, 4,00 MW; Silvânia, Rio Inferno, 5,00 MW; Doido, Rio Palmeiras, 6,00 MW; Opção, Rio Palmeiras, 6,00 MW; Piarucum, Rio Inferno, 7,00 MW; Manuel Alves, Rio Manuel Alves, 8,00MW; Caetana, Rio Palmeiras, 10,00 MW; Perdida I, Rio Perdida, 26,00 MW; Soninho, Rio Soninho, 26,00 MW e Arara, no Rio Soninho, com 30,00 Megawatts.


