Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Deterrência maluca! Olho mágico na Assembléia inverte princípio republicano: feito para o que estiver de fora não enxergar o que se faz dentro!! É o povo que deve prestar contas e não os deputados!!!A quê degradação se chegou!!!!

08/02/2024 1529 visualizações

Ou o presidente da Assembléia Legislativa, Amélio Cayres, explica a função da sala com olho mágico e fechadura eletrônica, a que (ou a quem) se destina, ou dará razão à avaliação já em curso de que os deputados há muito deixaram de lado o pacto que fizeram com o eleitor.

Já se passaram 48 horas e nenhuma reação ou explicação, fajuta que seja. É como não fosse nada num órgão público uma sala com olho mágico. E sem explicações sobre suas finalidades e ocupantes.

Se o salão de beleza (aberto ao público que se diga) criado no Legislativo por uma ex-presidente levava a um desvio de função do orçamento,  tinha, por outro lado, aquela coisa lírica (e até lúdica) de elevar a auto-estima da mulher por sua beleza no parlamento. Mesmo com recursos públicos.

O olho mágico de Amélio é o buraco da fechadura. Aquilo que se faz às escondidas.

Amélio pode estar subestimando as implicações que suas ações circunstanciais na presidência do Legislativo podem provocar nos projetos políticos futuros.

Tem feito excentricidades com desfaçatez que tem arrepiado até os mais atrevidos e ousados que passaram pelo cargo, confundindo imunidade e competências parlamentares com licença para a prática de ações impróprias.

Sem alterar o semblante de padre de paróquia do interior. Deveria ser apresentado à biografia de Padre João da Boa Vista.

É provável que assim continue o Legislativo apostando no esquecimento. Inclusive do MPE. No Legislativo, diz-se nos corredores, que o dono da sala e os ocupantes, entretanto, não são desconhecidos.

A falta de contraponto institucional ou sua negação o tem validado. O negócio ali de tão explícito já não mais provoca indignação. A mistura entre público e privado é a regra e não exceção.

Os deputados, com efeito, confundem propositadamente suas funções, fazem acordos não republicanos, beneficiam grandes empresários com isenções fiscais que aprovam e não tem como contrapartida apenas os salários.

Não à toa foi anotada no ano passado (pela Transparência Internacional) como uma das Assembléias mais sem transparência do país. A 23ª dentre 27 Assembléias (só perdeu para Acre, Amapá, Piauí e Rio de Janeiro).

A partir de 2023 deu fundo no poço. Contratou por alguns milhões um sistema interno de TV, despejou outros milhões na TV Assembléia, aprovou a dupla eleição. não presta conta das emendas parlamentares e agora se debate em duas ilegalidades: colocar o filho do governador na presidência (na gestão do pai no governo).

E, mais agressivamente, levar uma das deputadas à prefeitura da Capital (Amélio aprovou doação de brinquedos que Janad Valcari distribuiu no dia da criança quando já corria o calendário eleitoral).

Sem dar a mínima para as competência do Legislativo estadual e a própria legislação eleitoral. E isto não tem apenas um custo institucional, como é notório.

O MPE (PGE beneficiada com generosos benefícios e indenizações salariais pelos parlamentares), tudo indica, segue equilibrando-se sobre suposições com o eleitor do outro lado do olho eletrônico, colocado justamente para que aquele que está dentro enxergue quem está fora.

E não o contrário: dar ao eleitor, o pactuante que banca a conta, com o voto e impostos, a condição de enxergar aquilo que fazem do lado de dentro. Com o seu suado dinheirinho.

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2 Comentário(s)

Marimar Aiala 09/02/2024

Amigo Luiz Armando, desconsidere, por favor, os pontos de interrogação. Foram acidentais. Parabenizo mais uma vez pela denúncia ????????

Marimar Aiala 08/02/2024

Parabéns amigo luiz Armando Costa ?????? A imprensa precisa voltar a ser o quarto poder desse País. A população precisa ser respeitada e tratada com o protagonismo que ela possui! ?

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